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Hospital deve passar por nova intervenção
Data publicação 11/04/2019

O Hospital Nossa Senhora Auxiliadora (HNSA) poderá ser reaberto. No entanto, para que isso venha a ocorrer será necessário que ele passe por uma nova intervenção, de acordo com determinação do Conselho Municipal de Saúde de Caratinga, tomada em reunião realizada na quarta-feira, 10, como informa o seu presidente Alexandre Esteves.

Segundo Alexandre, na reunião realizada na última quarta-feira, o Conselho Municipal de Saúde concluiu que existe a necessidade de ser implantada uma nova intervenção no HNSA, feita por uma instituição com competência e capacidade comprovadas em gestão de saúde pública.

Como ele informa, quatro instituições manifestaram interesse em assumir o gerenciamento do HNSA. Uma delas é a Fundação São Francisco Xavier, mantenedora do Hospital Márcio Cunha, de Ipatinga, a outra é a Fundação Cristiano Varella, mantenedora do Hospital do Câncer de Muriaé e outras duas do Espírito Santo, que apresentaram suas propostas.

No entendimento de Alexandre Esteves, a proposta mais interessante é a da Associação de Assistência e Gestão Hospitalar (AAGH), sediada em Vitória, capital do Espírito Santo.

A proposta seria para a assinatura de um contrato com validade de cinco anos, com avaliações para a continuidade do acordo a cada seis meses. De imediato, a AAGH já estaria disponibilizando R$ 4 milhões, a serem investidos no funciona-mento do HNSA, além de uma ambulância. A intenção da instituição é acabar com a terceirização de serviços como, por exemplo, tomografia e radiografia, como vinha ocorrendo com o hospital.
Outro aspecto interessante citado por Alexandre na proposta da AAGh é que, ao contrário das outras instituições, cujas propostas prevê a posse dos bens móveis e imóveis pertencentes ao HNSA, seria estabelecido o sistema de comodato, garantindo ao hospital a manutenção de posse de seu patrimônio.

O Conselho, informa Alexandre, estipulou o prazo até a próxima quarta-feira, 17, para a direção do HNSA se posicionar quanto à definição da gestão da instituição. Caso não seja tomada uma posição durante esse prazo, com base no Artigo 11º, inciso 17, do Regimento do Conselho Municipal de Saúde de Caratinga, em conformidade com o Conselho Nacional de Saúde, órgão vinculado ao Sistema único de Saúde (SUS), através de uma Resolução, o Conselho estará decretando a intervenção no Hospital Nossa Senhora Auxiliadora.

Entre os motivos para ocorrer a intervenção, Alexandre cita a falta de apresentação de prestações de contas ao Conselho por parte da direção do HNSA, omissão cometida por todas as diretorias que já passaram pela instituição hospitalar, além de não convidar o Conselho de Saúde para as reuniões realizadas pela direção da entidade.

Alexandre, porém, destaca o esforço do atual provedor, padre Moacir Nogueira. “Diferente de seus antecessores, o padre Moacir tem mantido contato conosco, no sentido de buscar apoio e obter informações e discutir medidas que possam recuperar o hospital”.

O presidente do Conselho deixa claro que a intervenção é uma medida extrema, muito difícil de ser tomada, porém necessária. “Para nós, do Conselho Municipal de Saúde, o ideal seria não precisarmos fazer uso desta medida.

Porém, a crise instalada no hospital chegou a tal ponto que não enxergamos outra ação para ser possível resgatar a instituição. Só estamos propondo adotar a intervenção para evitar que a população de Caratinga e da microrregião não fiquem desassistidas. Não temos. Não temos prazer algum em estabelecer a intervenção!”.

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