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Notícias
Saúde Pública está na UTI
Data publicação 08/04/2019
 
A deterioração do serviço público de Saúde na região de Caratinga, que já vinha se anunciando nas últimas décadas, para infortúnio, preocupação e pânico de centenas de milhares de pessoas, atingiu o seu nível máximo, colocando em risco de morte e deixando desassistidos milhares de pacientes. Caso não se encontre uma solução imediata e ocorra a atuação do Governo do Estado e do Governo Federal, o quadro ficará ainda pior, com consequências incalculáveis.
 
No atual momento, além da paralisação dos atendimentos no Hospital Nossa Senhora Auxiliadora (HNSA), o Hospital Aminas, de Bom Jesus do Galho, encontra-se descredenciado do Sistema Único de Saúde (SUS). Para piorar a situação, o Casu Hospital Irmã Denise suspendeu o atendimento aos pacientes do Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Minas Gerais (Ipsemg), medida já tomada pelos hospitais César Leite, de Manhuaçu, e Márcio Cunha de Ipatinga.
 
Como esclarece a direção do Casu Hospital, o motivo da decisão em suspender os atendimentos aos beneficiários do Ipsemg se deve à falta de pagamentos. O convênio entre o hospital e a instituição aconteceu no dia 17 de abril do ano passado e os atendimentos começaram no dia 02 de maio, porém, até hoje o Casu Hospital não recebeu nenhum pagamento pelos serviços que vinha prestando aos servidores do Estado e seus dependentes. Diante da situação, não restou alternativa à direção da unidade hospitalar senão suspender os atendimentos. Com isso, mais de 20 mil servidores e dependentes na região ficam desassistidos.
 
SUS
Além dos beneficiários do Ipsemg, os pacientes do SUS na região de Caratinga também enfrentam sérias dificuldades para atendimento e internação. Com o descredenciamento do Hospital Aminas e a paralisação do HNSA, os usuários do serviço público de Saúde dos municípios da microrregião de Caratinga contam apenas com o Casu Hospital, que disponibiliza aproximadamente 60 leitos para pacientes do SUS, número insuficiente para atender a uma população em torno de 200 mil habitantes.
 
Reunião em BH
Para discutir a situação do Hospital Nossa Senhora Auxiliadora e tentar se encontrarem alternativas para sua reabertura, na terça-feira, 02, aconteceu uma reunião em Belo Horizonte, na Cidade Administrativa, sede do Governo do Estado, contando com as presenças do Secretário de Estado de Saúde, Carlos Eduardo Amaral Pereira da Silva, do provedor do hospital, padre Moacir Ramos Nogueira e prefeitos da região, entre os quais o prefeito de Caratinga, Welington Moreira de Oliveira, o Dr. Welington, e representantes da Federação das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos de Minas Gerais (Federassantas), membros das diretorias dos hospitais das cidades de Passos, Coronel Fabriciano e Timóteo, além de deputados e vereadores.
 
Durante a audiência, padre Moacir falou sobre a caótica atual situação enfrentada pelo hospital de Caratinga, onde médicos e funcionários encontram-se há vários meses com os salários atrasados.
O secretário de Saúde afirmou estar ciente de todos os problemas enfrentados pelo HNSA e se colocou à disposição para auxiliar a instituição no que for preciso, embora tenha deixado claro que o Governo do Estado não possui dinheiro em caixa para solucionar os problemas em imediato.
 
No encontro, foi apresentada e debatida a possibilidade de diminuição de leitos do HNSA, como forma de diminuir os custos de funcionamento. Também foi apresentada a proposta de se priorizar atendimentos essenciais à população.
 
Visando se chegar a medidas que permitam a reabertura do HNSA, a Secretaria de Estado de Saúde solicitou à administração do hospital a apresentação de uma proposta de trabalho, com um novo formato de funcionamento, além de uma reforma estrutural, objetivando o aumento da eficiência operacional da instituição e alinhamento ao planejamento estratégico de um hospital, assim como estabelecer sua especialidade de atendimento.
 
Tal proposta, segundo o secretário Carlos Eduardo Amaral, permitirá que o Governo do Estado faça uma avaliação de todo o projeto e tenha condições para se manifestar quanto à possibilidade de destinação de recursos para a sua implantação e manutenção.
 
Está prevista a realização de um novo encontro, dentro de aproximadamente 15 dias, quando a direção do Hospital Nossa Senhora Auxiliadora deverá apresentar propostas para a reabertura e gerenciamento da unidade hospitalar.
 
O provedor do HNSA, padre Moacir, ainda se sente muito preocupado com o futuro da instituição. “O momento é preocupante. Ainda não vemos luzes e decisões do que será feito. Ainda é preciso batalhar e buscar soluções, pois é sabido das reais necessidades que o Hospital Nossa Senhora Auxiliadora tem”.
 
Reabertura
Uma proposta para a reabertura do HNSA, analisada por sua direção, é unificar os atendimentos no prédio da maternidade Grimaldo Barros de Paula, que também está com os atendimentos suspensos temporariamente.
 
Para isso, serão necessárias reuniões entre a direção do hospital, os prefeitos dos municípios da microrregião de Caratinga e representantes da Regional de Saúde de Coronel Fabriciano, que representa a Secretaria de Estado de Saúde.
 
De acordo com padre Moacir, já existe um projeto para readequação do 4° andar do prédio onde está instalada a maternidade, ainda em desuso. No entanto, para que isso possa acontecer também serão necessários investimentos de recursos financeiros para adaptação do espaço. (Foto destaque - Assessoria de Comunicação PMC)
 

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