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Risco de epidemia de Dengue em Caratinga é real
Data publicação 28/01/2019

Os dados resultantes do Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypt (LIRAa), realizado pelos setores de Vigilância Epidemiológica e de Controle de Endemias de Prefeitura de Caratinga, entre os dias 07 e 09 deste mês mostram que é alto o risco do município voltar a sofrer um surto das doenças transmitidas pelo mosquito. O Índice de Infestação Predial (IIP) apurado é de 5,4%, colocam Caratinga em situação de alerta.

O resultado do atual levantamento é 3.5% maior do que o resultado registrado no LIRAa anterior, realizado em outubro do ano passado, quando o índice de infestação ficou em 1,9%. Aliás, o IPP do primeiro LIRAa deste ano é o mais alto registrado nos últimos 12 meses, superando o índice de janeiro de 2018, que chegou a 5,1%. Naquele ano, os índices baixaram para 3,6% no levantamento realizado em abril e para 2% no LIRAa de agosto.

Alerta
Durante a divulgação dos resultados do primeiro LIRAa de 2019, José Carlos Damasceno, coordenador de Vigilância Epidemiológica, e Artur Afonso Santana, chefe da Seção de Controle de Endemias, confirmaram que os dados apurados permitem afirmar que é alto o risco de Caratinga vir a sofrer surtos localizados e, até mesmo, uma epidemia das doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti - dengue, chikungunya e zika vírus.

De acordo com a Prefeitura de Caratinga, o aumento do índice de infestação por Aedes aegypti no atual período do ano tem uma relação direta com a ocorrência de chuvas e ao calor, fatores favoráveis à proliferação e dispersão do mosquito transmissor, assim como o aumento considerável no na oferta de criadouros.

É importante destacar que os setores competentes da administração municipal têm desenvolvido o trabalho de fiscalização e as ações voltadas ao controle do Aedes aegypti. Porém, como o município ficou livre de surtos das doenças nos dois últimos anos, parte da população relaxou, não mantendo as medidas preventivas para evitar a proliferação do mosquito e isso acabou sendo decisivo para que Caratinga voltasse a ter um alto índice de infestação.

O último surto de dengue em Caratinga aconteceu em 2016, quando foram registradas 1524 notificações de casos da doença. Naquele ano, também foram registrados três casos de Chikungunya e 57 de zika vírus.


Em 2017, o número de notificações de dengue caíram para 81, com 23 casos de chikungunya e cinco ocorrências de zika vírus. Neste ano, o problema que atingiu Caratinga foi o surto de Febre Amarela Silvestre, com 172 notificações. 2018 foi um ano mais tranquilo, sendo registradas 66 notificações de dengue, 34 de chikungunya e sete de zika vírus.

2019
Apesar do elevado índice de infestação por Aedes aegypti, como constatado pelo último LIRAa, até o momento, neste mês, só foram registrados dois casos suspeitos de doenças transmitidas pelo mosquito em Caratinga, sendo um caso de dengue e o outro de chikungunya.

Apesar da aparente tranquilidade, os técnicos do governo municipal chamam a atenção de toda a população para o fato de que o atual cenário é muito propenso para que Caratinga venha a sofrer surtos e, inclusive, epidemias de dengue, zika vírus e chikungunya.

Para evitar isso, o Departamento de Vigilância Epidemiológica está intensificando suas atividades durante o período de alta transmissão e implantando estratégias com o objetivo de reduzir o índice de infestação, convocando a população para participar do combate ao mosquito, adotando as medidas necessárias a eliminar possíveis criadouros do Aedes aegypti em suas residências. Para que as ações desenvolvidas pela Seção de Controle de Endemias sejam eficientes é imprescindível o envolvimento de todos os segmentos da sociedade.

Sintomas
Der acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, em caso da ocorrência de sintomas das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti (quadro ao lado) o paciente deve buscar atendimento médico nas Unidades de Saúde.


No momento, a Secretaria de Saúde de Caratinga encontrase desabastecida de Kits para sorologia de dengue, chikungunya e zika vírus, necessários para o diagóstico. Diante disso, seguindo orientação da Superintendência Regional de Saúde de Coronel Fabriciano, até que seja normalizado o abastecimento, a coleta de material para exames laboratorial será feita apenas em crianças, gestantes e pessoas com doenças crônicas.

A Secretaria de Saúde esclarece, ainda, que todos os casos suspeitos das doenças são tratados como casos positivos, independentemente dos resultados dos exames laboratorial.

A partir de qualquer notificação de casos suspeitos de doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, a Vigilância Epidemiológica estabelece as estratégias necessárias para o controle do vetor nas áreas em que ocorreram os registros.

Sintomas das doenças
Dengue Clássica

Febre alta; dor de cabeça; dor atrás dos olhos; perda do paladar e do apetite; náuseas e vômitos; tonturas; cansaço extremo; manchas e erupções na pele, semelhantes ao sarampo, principalmente no tórax e membros superiores; moleza e dor no corpo e muitas dores nos ossos e articulações.

Dengue Hemorrágica
Além dos sintomas da dengue clássica, dores abdominais fortes e contínuas; pele pálida, fria e úmida; sangramento pelo nariz, boca e gengivas; sonolência, agitação e confusão mental; sede excessiva e boca seca; pulso rápido e fraco; dificuldade respiratória; perda de consciência.

Chikungunya
Febre repentina superior a 39 graus; intensa dor e inchaço nas articulações; surgimento de pequenas manchas vermelhas por todo o corpo incluindo a palma das mãos e plantas dos pés; coceira por todo o corpo; dores musculares; dor nas costas; cansaço excessivo; hipersensibilidade à luz; dor de cabeça constante; vômito, diarreia e dor abdominal; calafrios e vermelhidão nos olhos.

Zika Vírus
Febre baixa; dor nas articulações, principalmente nas mãos e pés, com possível inchaço; dores musculares; dor de cabeça e atrás dos olhos; erupções cutâneas acompanhadas de coceira; conjuntivite (vermelhidão e inchaço nos olhos, sem secreção). De forma mais rara, podem ocorrer dores abdominais, diarreia, constipação e sensibilidade à luz e pequenas úlceras na mucosa da boca.

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