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Escritores de Caratinga tomam posse na Academia de Letras do Brasil
Data publicação 29/11/2018

Arte e talento. “Escrever é renascer diariamente, é estar sempre em construção”, descreve Eugênio Maria Gomes, escritor há dez anos. Ele e o também escritor Monir Ali Saygli tomaram posse no último sábado (24) como membros vitalícios da Academia de Letras do Brasil (ALB). A solenidade de boas vindas aconteceu no município de Congonhas, localizada a 70 km de Belo Horizonte. O evento também comemorou os cinco anos da instituição, homenageou diversos artistas e marcou o lançamento de obras literárias.

Para Eugênio, professor e pró-reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Extensão do UNEC, o trabalho da ALB em Minas é fundamental para valorizar a literatura e pessoas que se dedicam à escrita. “A ALB é uma instituição muito importante, com representatividade no Brasil inteiro. Participar disso foi um convite que me deixou feliz e honrado”, declara. Ele se recordou da relevância de Caratinga no cenário cultural brasileiro, já que a microrregião é um celeiro de grandes talentos: escritores, artistas, jornalistas e intelectuais.

No total, 13 escritores tomaram posse ao longo da noite. Segundo o presidente, Mauro José de Morais, o objetivo da Academia é difundir a importância da leitura na comunidade. “Cada novo acadêmico enriquece mais o grupo da ALB. São pessoas muito comprometidas com a literatura, com a cultura e com as artes de Minas Gerais. Com as experiências de todos, juntos conseguimos realizar muitas ações, sempre pensando na sociedade civil, sempre pensando no próximo”, afirma.

Os escritores
Autor de 26 livros, coautor e organizador em mais 27, Eugênio Maria Gomes é conhecido por incentivar e promover a cultura por onde passa. A caminho de Congonhas, por exemplo, ele parou para almoçar no Recanto do Ypê, km 110 da MG 329, próximo ao município de Ponte Nove. E, em gratidão ao atendimento recebido, distribuiu alguns de seus exemplares para a equipe do restaurante, administrado por Íris de Carvalho, conhecida como Dona Íris.

Eugênio é presidente da Academia Caratinguense de Letras (ACL) e da Academia Maçônica de Letras do leste de Minas (AMLM). Também faz parte da Academia de Letras de Teófilo Otoni (ALTO) e agora se junta ao lado de escritores de todo o Brasil, a convite da escritora Léa Lúcia Viana. Sobre o que a escrita representa para ele, “é a minha vida”, afirma. “Eu poderia deixar de fazer algumas coisas, mas deixar de escrever seria difícil. Eu gosto muito, tudo eu transformo em alguma escrita”, relatou.

Outro escritor que também foi oficializado como membro vitalício, Monir Ali Saygli é um dos grandes nomes da literatura mineira. Pioneiro na história da Fundação Educacional de Caratinga (FUNEC), onde trabalha como assessor jurídico, ele foi o criador da Academia Caratinguense de Letras, tendo sido presidente até o final de 2016. “Tive a honra de estar ao lado de muitas pessoas importantes nessa cerimônia de posse, inclusive do professor Eugênio, um dos grandes incentivadores da cultura e da escrita de Caratinga”, considerou.

A Academia de Letras do Brasil
A ALB foi fundada em janeiro de 2001 por Mário Roberto Carabajal em Bela Vista – RO, reunindo escritores de todo o Brasil. Desde então, a instituição foi se subdividindo em regionais, com o objetivo de fortalecer seu papel social através de novos membros e facilitar o intercâmbio cultural entre a instituição, os estados e municípios. Assim, a ALB de Minas Gerais Região Metropolitana de Belo Horizonte (ALB/MG/RMBH) foi criada em 2013 por Mauro José de Morais. “Nossa Academia faz reuniões itinerantes em vários municípios. E temos diversos projetos, sempre buscando valorizar o ser humano no que se refere à cultura e às artes”, explica o presidente.

Paralelamente, surgiu também o Portal ESCBRÁS, uma iniciativa da escritora Léa Lucia Viana com o intuito de organizar a classe de escritores brasileiros por meio da Carteira Nacional do Escritor (CNE), um documento funcional válido como identificação em todo o território nacional. A CNE contém foto, números de RG e CPF e o Código Brasileiro de Ocupação (CBO) do respectivo portador. Enquanto isso, no Portal é possível encontrar informações sobre literatura e arte, divulgação de agendas e contatos dos membros credenciados, eventos e novidades relacionadas ao tema.

Segundo Léa Lu, o Portal ESCBRÁS busca o reconhecimento dos escritores diante da sociedade civil. “A CNE também é indicada como documento para eventos nacionais e internacionais. E serve para aproximar os membros à Academia de Letras do Brasil, já que, a partir do momento em que um escritor é registrado no Portal, ele é convidado a fazer parte da ALB”, esclarece. “O importante é valorizarmos uns aos outros enquanto somos vivos, através da imortalidade da Academia”, complementa.

Durante o evento em Congonhas, Léa tomou posse como diretora de Relações Institucionais da ALB, trabalho responsável por aproximar e promover a interação entre as Academias regionais do país. “Eu já sou integrante da Academia. Tomar posse nessa nova função é como um divisor de águas para mim. Até então, eu fazia tudo por iniciativa própria, por querer que a Academia continue crescendo. Agora, terei autorização para continuar esse compromisso”, justifica.

A vice-presidente do Portal e fundadora da ALB de Planaltina – GO (ALB/PLGO), Solange Soares Bento Ramalho, é outra articuladora. Ela está criando em sua região a Academia Estudantil de Letras, para que os estudantes saiam do ensino médio e imediatamente tomem posse como membros da Academia de Letras do Brasil. “Buscamos trabalhar com vários projetos de incentivo à literatura nas escolas, para incentivá-los a entrarem pra Academia”, ela conta. (Assessoria Unec)

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