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Cruzeiro está fora da Libertadores
Data publicação 05/10/2018

A confiança transbordava nos dois lados da disputa. A noite terminou "azul y oro" no Mineirão, com o Boca classificado. Mas a despedida do Cruzeiro da Libertadores 2018 foi banhada por luta e reconhecimento da torcida. A Raposa, que precisava vencer por três gols de diferença, esteve perto ao menos de chegar na disputa de pênaltis ao abrir o placar no segundo tempo - com Sassá - e pressionar atrás do segundo gol.

Só que novamente Dedé foi expulso do jogo marcado pelas reclamações do time da casa contra a arbitragem. Com um a menos na reta final, o time cinco estrelas acabou levando o empate dos argentinos nos acréscimos, imposssibilitando qualquer reação. Agora é focar na final da Copa do Brasil e tentar o tri da América em 2019.

EXPECTATIVA, GOL ANULADO E JUIZ PERDIDO
Os primeiros segundos de jogo levantaram os mais de 50 mil torcedores do Cruzeiro no Mineirão. Saída de bola com jogada longa nos pés de Lucas Silva, e Arrascaeta já esquentou as luvas do goleiro reserva Rossi, que protagonizaria lances capitais na etapa inicial de jogo. A Raposa teria a posse de bola e atacaria, majoritariamente, pelo lado esquerdo, aproveitando a qualidade do camisa 10 uruguaio, que não disputou o jogo de ida. 

 
Precisando abrir o placar de qualquer maneira, o time de Mano Menezes assustou por pelo menos dois escanteios, quando Rossi "caçou borboletas", e Dedé quase marcou. Mas seria Fábio a fazer a grande defesa dos 45 minutos. Espalmou com segurança um belo chute de Pablo Pérez, o articulador boquense. Ele foi quem construiu a jogada de um pênalti reclamado pelo veloz atacante Villa, o pesadelo do lateral Egídio. 
 
Entretanto, o lance de maior perigo dos argentinos foi na rapidez de Mauro Zárate. Ele costurou para cima da defesa celeste e no rebote dentro da área, o lateral Olaza quase marcou. O momento mais emocionante, porém, ficou nos acréscimos do primeiro tempo. Cruzamento do lado direito do ataque cruzeirense e Dedé subiu com o goleiro Rossi. O árbitro apitou uma polêmica marcação de falta do "mito" quando, na sequência, o desaparecido atacante Barcos jogou a bola ricocheteada para o fundo das redes. 
 
Gol anulado depois dos 46 minutos do segundo tempo, que daria mais tranquilidade para a Raposa fazer mais um ao menos no segundo tempo e ir atrás até mesmo da classificação direta. Só que todo o sofrimento inicial daria lugar a explosão no início da etapa final do confronto. Não sem antes, porém, haver nova reclamação com a arbitragem.
 
'LA SASSARADA'
Era necessário marcar dois gols em pouco mais de 45 minutos. Tarefa complicada diante da uma equipe tão tarimbada quanto a do Boca. Mudança crucial de Mano Menezes, com a entrada de Sassá. O jogador deu lugar ao volante Lucas Silva, aumentando o poder de ataque celeste. Antes de o centroavante brilhar no primeiro toque na bola, Thiago Neves foi derrubado na área e o juiz uruguaio marcou pênalti. Só que o bandeira assinalou impedimento de Barcos no lance anterior, anulando a marcação.
 
A frustração foi substituída pela alegria, alívio e combustão. A Raposa trocou o batedor de escanteios e Thiago Neves foi pra bola ao invés de Arrascaeta. Bingo! Cruzamento que deixou a zaga do Boca desnorteada e no rebote, Sassá chutou seco no canto do goleiro Rossi. 
 
O gol balançou o Mineirão, e deixou o time xeneize em contagem de nocaute. A equipe comandada por Schelotto aguentou a pressão e chegou a atacar novamente com Zárate, em chute de média distância defendido por Fábio. Era a hora do Cruzeiro aproveitar os domínios nas ações ofensivas, principalmente diante de um Boca visivelmente cansado, sem conseguir nem posicionar corretamente o meio de campo defensivo. Thiago Neves e Robinho, entretanto, tentar finalizações fora da área, que explodiram na marcação. 
 
EXPULSÃO, GOLEIRO 'PESADELO' E GOL DO BOCA
Os minutos finais foram de pura emoção. O Cruzeiro martelava, mas teria de superar um banho de água fria. Dedé, que já havia sido amarelado em um lance parecido com a expulsão na argentina, em nova disputa aérea com o goleiro Rossi. Depois, deu uma entrada por cima de Pavón, quando o jogo foi reiniciado em bola ao alto. Mais alguns minutos de discussão até o camisa 26 deixar o gramado. Logo após ficar com um homem a mais, o Boca teve a bola para garantir a vaga. Cruzamento de escanteio para Ábila, ex-Raposa, cabecear na trave. Logo após, o Cruzeiro quase fez o segundo que mandaria a disputa para os pênaltis, mas o fraco goleiro Rossi teve sorte em novo erro, quando Raniel errou o chute com o gol aberto.
 
Totalmente desesperado e já encarando os acréscimos da partida, o time mineiro suava sangue, mas não tinha mais igualdade no número de jogadores. Por duas vezes não sofreu o gol de empate pode detalhes. Mas até que Léo falharia na reta final da partida, deixando Pavón livre para fuzilar e impedir ao menos a vitória da Raposa. Apesar da eliminação, os jogadores do Cruzeiro deixaram o gramado de cabeça 

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