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Márcio Cunha poderá paralisar novamente atendimento ao SUS
Data publicação 06/08/2018
Desde o dia 24 de maio o Casu-Hospital Irmã Denise, que conta com equipamentos de última geração e corpo clínico com profissionais gabaritados de diversas especializações,  encontra-se em plenas condições de atender usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). Porém, isso ainda não ocorre por decisão do prefeito de Caratinga, Welington Moreira de Oliveira, o Dr. Welington, em não assinar o contrato de prestação de serviços. Caminhando em direção oposta, o Hospital Márcio Cunha, de Ipatinga, ameaça parar de prestar atendimentos ao SUS, o que poderá gerar uma enorme crise no sistema de saúde pública em toda a região.
 
Márcio Cunha
Na noite de segunda-feira, 30, o corpo clínico do Hospital Márcio Cunha, principal hospital do Vale do Aço e de toda a região, anunciou a decisão pela paralisação dos atendimentos aos pacientes usuários do SUS, tendo como principal motivo a falta de repasses de dinheiro pelo Governo do Estado, que segundo a Fundação São Francisco Xavier (FSFX), nos últimos três anos, gerou uma dívida de aproximadamente R$ 32 milhões.
 
A decisão caiu como uma bomba no Vale do Aço e em todo o Leste Mineiro, na medida em que grande parte dos pacientes SUS dos municípios de toda a região é encaminhada ao Hospital Márcio Cunha e caso haja a paralisação do atendimento em definitivo irá gerar um caos na saúde pública em todas essas cidades.
 
Retorno provisório
Segundo a assessoria do Márcio Cunha, na noite de quarta-feira, 1º, aconteceu uma assembleia extraordinária para tratar da paralisação dos atendimentos, na qual o corpo clínico do hospital decidiu pelo retorno da prestação dos serviços aos pacientes do SUS pelo período de 72 horas úteis, que se encerrará na terça-feira, 07.
 
Na tomada da decisão, os médicos do Márcio Cunha atenderam à solicitação feita pelo prefeito de Ipatinga, Nardyello Rocha, que se comprometeu em liderar um movimento de prefeitos da região, com a proposta de negociar com o Governo do Estado uma forma de se estabelecer mecanismos e previsões para o pagamento da dívida de R$ 32 milhões com o hospital.
 
Nesta empreitada, os diretores do Márcio Cunha contarão com o apoio do promotor Rafael Pureza, titular da 9ª Promotoria da Comarca de Ipatinga, responsável pela área da Saúde, com quem estiveram reunidos. O representante do Ministério Público estará detalhando ao Governo do Estado sobre os riscos provenientes da paralisação à população e a necessidade de regularização dos pagamentos.
 
O superintendente do Hospital Márcio Cunha, Mauro Oscar Souza Lima, fala sobre a crise. “Lamentamos o fato da situação ter chegado a esse ponto, sem um posicionamento do Estado até o momento. A única manifestação feita pelo governo foi para, equivocadamente, contestar o valor da dívida. O corpo clínico, de forma muito responsável, atendeu ao pedido do prefeito de Ipatinga para continuar com a totalidade dos atendimentos ao SUS e se comprometeu conduzir uma nova tentativa de regularizar os pagamentos”.
 
De acordo com a decisão dos médicos,  caso as negociações não evoluam, os atendimentos eletivos aos pacientes do SUS poderão ser paralisados novamente, até o pagamento da dívida ou até que o Governo do Estado apresente um cronograma para realização dos repasses em atraso, como informa Soraya Alves Magalhães, diretora do corpo clínico do Márcio Cunha. “Se a situação não for resolvida nos próximos dias, o corpo clínico não tem condições de continuar com os atendimentos eletivos do SUS, sem a garantia do pagamento dos honorários médicos”. Uma nova assembleia dos médicos está marcada para a terça- feira.
 
Casu
Enquanto existe o risco de que o SUS perca os importantes serviços prestados pelo Hospital Márcio Cunha, caso ocorra uma paralisação definitiva, em Caratinga, a diretoria da Fundação Educacional de Caratinga (Funec) e o do Casu-Hospital Irmã Denise continuam esperando que o prefeito Dr. Welington resolva a assinar o contrato de prestação de serviços, uma mera medida burocrática, que não gerará nenhum custo ao município, para a instituição hospitalar  poder dar início à prestação de atendimentos aos pacientes do SUS, cuja esmagadora maioria é composta pela população de menor poder aquisitivo.
 

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