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Clínicas de diálise promovem mobilização nacional
Data publicação 23/07/2018
Para Eli Nogueira é necessário ação emergencial do Ministério da Saúde
Devido à grave crise financeira enfrentada há vários anos pelas clínicas de diálise a Associação Brasileira dos Centros de Diálise e Transplante (ABCDT) está preparando uma mobilização em âmbito nacional, com o objetivo de chamar a atenção da sociedade, da imprensa e, em especial, das autoridades para a grave situação, como forma de pressionar o Governo Federal a adotar as medidas necessárias para evitar a morte de milhares de pessoas em todo o País que necessitam dos serviços prestados pelas clinicas e centros de diálise.
 
Membro da ABCDT e um dos maiores críticos à indiferença do Ministério da Saúde para com a gravidade da crise vivenciada pelas clínicas e centros de diálise, o nefrologista Eli Nogueira da Silva, proprietário da Clirenal, esclarece que a decisão da entidade por uma mobilização nacional tem por base a inércia do Governo Federal quanto à diferença entre os custos dos tratamentos prestados aos pacientes usuários do serviço de saúde pública e os valores pagos por eles pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
 
Como ele informa, enquanto os valores pagos pelo SUS estão congelados há mais de 15 anos, os proprietários das clínicas são obrigados a conviver com os constantes aumentos nos preços dos medicamentos, insumos e equipamentos, salários de funcionários, assim como os valores das tarifas de energia elétrica e de água. “Com isso, hoje, os valores que o SUS paga às clínicas é muito inferior às despesas que temos com os nossos pacientes e, para mantermos os tratamentos, somos obrigados a arcar com essa diferença. Para piorar, não existem perspectivas de reajuste na tabela do SUS”.
 
Quadro atual
Segundo Eli Nogueira, desde o congelamento da tabela do SUS, dezenas de clínicas de diálise, diante da defasagem nos preços dos serviços prestados aos pacientes, acabaram sendo obrigadas a encerrarem suas atividades por não conseguirem arcar com o prejuízo. Caso o Governo Federal não promova o reajuste nos valores pagos pelo SUS, muitas outras não terão condições de continuar com as portas abertas. “Atualmente, mais de 120 mil brasileiros fazem tratamento de diálise em clínicas particulares através do SUS e, devido à crise financeira pela qual passam os centros e as clínicas de diálise, eles poderão ficar sem o tratamento que lhes garante a vida”. Ele afirma isso com a autoridade de quem dirige clinicas de diálise que possuem os melhores índices no Brasil de média de sobrevida de seus pacientes.
 
Campanha
A mobilização proposta pela ABCDT, como informa Eli Nogueira, se trata da Campanha “Vidas Importam. A Diálise não pode parar”, cujo ponto alto será uma manifestação nacional, o “Dia D da Diálise”, programado para acontecer no dia 08 de agosto.
 
Como a ABCDT não contava com recursos financeiros para arcar com as despesas da campanha, ela buscou apoio junto às clínicas a ela associadas, através da doação de R$ 1.000,00, recurso utilizado para dar andamento no projeto. No entanto, como ressalta Eli Nogueira, para que a mobilização alcance o sucesso pretendido é fundamental o apoio e participação da população.
 
Para a divulgação da campanha foram confeccionadas camisetas alusivas ao tema, adesivos, banners, folders e outros materiais, além da criação de uma fanpage no Facebook. Até o Dia D da Diálise, a ABCDT estará divulgando o calendário de ações que antecedem o evento e os meios de como as pessoas poderão participar da mobilização.

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