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Polícia Militar demite sargento Mauro Célio
Data publicação 09/07/2018

A Polícia Militar de Minas Gerais demitiu o sargento Mauro Célio Lourenço, preso preventivamente em maio do ano passado, juntamente com o médico Thales Edison Chaves, durante operação coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), denominada “Aranha do Deserto”, suspeitos de participação de um esquema para fraudar os pagamentos do seguro por Danos Pessoais causados por Veículos Automotores de via Terrestre (DPVAT)

Entenda o caso
Na noite de 10 de maio de 2017, o sargento Mauro Célio e o médico legista Tales Edison Chaves, que atuavam no 62º Batalhão de Polícia Militar e na 2ª Delegacia Regional de Polícia Militar respectivamente, foram presos pelo Gaeco de Ipatinga, durante a operação Aranha do Deserto, em prosseguimento às ações que investigavam fraudes ao Seguro de DPVAT, cumprindo mandados de prisão preventiva emitidos pelo Poder Judiciário. Ambos foram denunciados de fazer parte do grupo que aplicava o golpe.

O esquema
Como esclarecido na época pela equipe do Gaeco, agenciadores e despachantes ligados ao grupo procuravam pessoas envolvidas em acidentes automobilísticos oferecendo para ampliar o valor do seguro DPVAT aos quais elas teriam direito, cobrando comissão de 30 a 50% do valor da indenização recebida.

Através da participação de pessoas ligadas à administração pública, a organização criminosa conseguia ampliar o valor do benefício com o uso de documentação fraudada, entre os quais os laudos periciais.

Neste caso, eram apresentados laudos médicos citando lesões inexistentes ou aumentando a intensidade das lesões que de fato tinham ocorrido. Assim, uma simples contusão era transformada em fratura, para elevar o valor da indenização a ser recebida pelas vítimas.

A partir da prisão de Mauro Célio, paralelamente à ação judicial à qual responde, a Polícia Militar de Minas Gerais instaurou um processo administrativo para apu-rar o seu envolvimento no esquema fraudulento e avaliar a possibilidade de sua permanência ou não nas fileiras da corporação.

Demissão
Ao final do processo administrativo, o comandante-geral da Polícia Militar impôs ao sargento Mauro Célio a sanção disciplinar de demissão da corporação. O sargento ingressou com um recurso, tentando reverter a decisão e manter seu emprego. Porém, a Polícia Militar de Minas Gerais negou o recurso, mantendo a de-cisão pela sua demissão.

Conforme informou à imprensa local, o advogado de Mauro Célio, Vanderlei Fernandes, pretende ingressar com duas ações visando recuperar o emprego de seu cliente, sendo uma na Justiça Comum e outra na Justiça Militar. (Foto Divulgação Super Canal)

 

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