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Notícias
Van Gogh denuncia a autoridades situação do Aterro Sanitário
Data publicação 26/05/2018

Conforme publicado no domingo, 20, em seu perfil no Facebook, o presidente da Câmara de Vereadores Voluntários de Caratinga, Luiz Carlos Vicente, o Van Gogh, encaminhou ofício à Ouvidoria do Ministério Público do Estado de Minas Gerais (MPMG) e à Fundação Estadual de Meio Ambiente (Feam), denunciando supostas irregularidades que estariam acontecendo no Aterro Sanitário de Caratinga, causando sérios problemas ambientais.

No documento, Van Gogh informa ter recebido uma denúncia de um morador do Córrego São Silvestre, onde se localiza o aterro sanitário de Caratinga. De acordo com a informação do morador, há mais de um ano o aterro sanitário vem se deteriorando, gerando uma situação insuportável diante do mau cheiro e dos danos já causados ao meio ambiente.

Como Van Gogh destaca no ofício, no último domingo ele foi ao local, coletando imagens da situação, através de vídeo e fotografias, e constatando os problemas reclamados pelos moradores, cujos nomes ele prefere manter em sigilo. “Na manhã deste domingo estive visitando o local, é de se assustar a situação presenciada, uma imensa quantidade de lixo a céu aberto, chorume em quantidade, escorrendo em valas a céu aberto, um mau cheiro insuportável, nuvens de urubus e outras aves em meio ao lixão”.

Segundo entendimento de Van Gogh, a contaminação do solo e de mananciais da zona rural no entorno do aterro sanitário é evidente. Os moradores disseram a ele já terem reclamado da situação à Prefeitura de Caratinga e à Câmara Municipal por diversas vezes, porém sem resultado algum.

Van Gogh informa ao Ministério Público e à Feam ter apurado que a Prefeitura de Caratinga paga mais de R$ 100 mil, a cada mês, à empresa WF - Empreendimentos & Construções Divinense pelos serviços de operação do aterro sanitário. A empresa estaria atuando desde a administração anterior e a continuidade do contrato teria ocorrido através da assinatura de um Termo Aditivo ao contrato, sem a realização de uma nova licitação.

Conforme informa Van Gogh, obrigatoriamente, o lixo coletado em Caratinga deveria estar sendo aterrado em todos os dias, no entanto, o imenso volume de lixo a céu aberto encontrado no local em sua visita, evidencia que o procedimento não era realizado há muito tempo.

Ao final do ofício, o denunciante pede uma verificação quanto à legalidade da situação contratual da empresa encarregada pela operação do aterro sanitário e solicita ao Ministério Público e à Feam a adoção de “atitude emergencial e imediata”, a partir de uma visita ao local de um representante da Promotoria do Meio Ambiente. Van Gogh teme e relata seu temor ao Ministério Público de que após sua denúncia seja providenciada o que ele chama de uma “maquiagem” no aterro sanitário, escondendo o problema.

 

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