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Valtinho esclarece sobre uso de madeira doada pelo Dnit
Data publicação 08/05/2018
Van Gogh quer que o presidente da Câmara se justifique das acusações na próxima reunião
Valtinho propõe investigação para provar se recebeu ou não dinheiro da prefeitura  por suposta venda da madeira
O presidente da Câmara de Vereadores Voluntários de Caratinga, Luiz Carlos Vicente, o Van Gogh, confirmou ao jornal A Semana que estará protocolando junto ao Ministério Público denúncia contra o presidente da Câmara Municipal de Caratinga, Valter Cardoso de Paiva, o Valtinho, caso ele não apresente um esclarecimento convincente quanto à suposta comercialização de madeira doada ao Legislativo Municipal pelo Dnit.
 
Entenda o caso
Nos últimos meses, em um procedimento rotineiro, a unidade do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) da região de Caratinga tem realizado o serviço de limpeza na faixa de seu domínio, nas margens das rodovias federais sob sua jurisdição, que inclui o corte de árvores, cujos troncos podem ser doados às prefeituras e outras entidades.
 
De acordo com Van Gogh, várias pessoas o procuraram, informando que o vereador Valtinho estaria comercializando a madeira doada para a Câmara de Caratinga pelo supervisor do Dnit na região, Robson Carlindo Santana Paes Loures.
 
Diante disso, no início de abril, Van Gogh publicou o fato em seu perfil no Facebook. Dias depois, Valtinho entrou em contato telefônico com ele, tentando se justificar. Porém, Van Gogh disse que ele deveria se explicar à população, podendo usar a tribuna da Câmara Municipal para fazê-lo, deixando claro que se a justificativa não fosse convincente estaria denunciando o fato ao Ministério Público.
Como informa Van Gogh, o pronunciamento de Valtinho deveria acontecer na reunião da Câmara realizada no dia 24 de abril, mas, devido à uma manifestação ocorrida durante a sessão em favor da Catedral São João Batista, isso não aconteceu.
 
Com isso, na quarta-feira, 02, Van Gogh informou através de seu perfil no Facebook que naquela data havia enviado, através do e-mail oficial da Câmara de Caratinga, um ofício dando a Valtinho o prazo até a reunião de terça-feira, 08, para ele prestar os esclarecimentos em relação à questão da venda da madeira doada pelo Dnit que, supostamente, estaria vendendo para a Prefeitura.
 
O jornal A Semana manteve contato telefônico com o supervisor do Dnit, Robson Loures, pedindo esclarecimentos sobre o fato. Segundo ele, é comum ocorrerem pedidos de doação da madeira retirada da faixa de domínio às margens das rodovias para prefeituras e outras instituições, confirmando ter ocorrido a doação de madeira para a Câmara Municipal de Caratinga.
 
Quanto a documentos referentes à madeira doada, ele frisou que o acordo com as prefeituras e instituições é apenas verbal, pelo fato dele não ter como realizar a medição das árvores cortadas, impedindo a formalização de um documento de doação. Disse, no entanto, ter todos os ofícios com os pedidos, os quais estão à disposição dos interessados.
 
Explicações Valtinho
Durante a quinta-feira, 03, o jornal A Semana tentou contato com o presidente da Câmara, sem obter sucesso. Porém, na manhã de sexta-feira,04, isso finalmente ocorreu e Valtinho compareceu à redação do jornal, quando prestou seus esclarecimentos.
 
Segundo Valtinho, no ano passado, ele encaminhou um ofício ao Dnit pedindo a doação de árvores a serem retiradas das margens das rodovias federais da região visando intermediar o recebimento pela Prefeitura de Caratinga, ressaltando que o pedido foi feito com o conhecimento do prefeito Welington Moreira de Oliveira, o Dr. Welington.
 
O pedido foi atendido por Robson Loures, mas, caberia ao presidente da Câmara proceder o corte das árvores, a limpeza de todo o terreno e o transporte da madeira. Para financiar as despesas de todo esse trabalho, explica Valtinho, ele propôs um acordo a uma pessoa que atua no setor, que ficaria com parte da madeira aproveitável para custear as despesas de corte, transporte e preparação da madeira.
Negando ter comercializado a madeira com a Prefeitura de Caratinga e de ter vendido a madeira a qualquer outra pessoa ou prefeitura, Valtinho afirma que os pranchões foram repassados gratuitamente ao governo municipal e usados na construção e recuperação de pontes destruídas. Entre essas pontes estariam a ponte ligando o distrito de Santo Antônio do Manhuaçu a Pocrane, a ponte do Córrego São Vicente e a Ponte do Salim, entre outras.
 
Ainda de acordo com Valtinho, ele confirma ter procurado Van Gogh, logo após a primeira divulgação feita por este através do Facebook, para esclarecê-lo sobre como tudo aconteceu. O presidente da Câmara chegou a colocar tais esclarecimentos em um ofício a ser enviado ao denunciante, recusado por Van Gogh, que disse a Valtinho para prestar os esclarecimentos da tribuna, durante uma reunião do Legislativo Municipal.
 
Como Valtinho afirmou, a iniciativa acabou se mostrando inviável, devido ao número muito elevado de árvores inaproveitáveis, fazendo com que a proposta fosse interrompida. Outros vereadores tiveram a intenção de dar prosseguimento à proposta, porém, ao analisarem os resultados também desistiram.
 
Ao final da entrevista, Valtinho lançou um desafio. “Procurem saber se, por acaso, eu fiz proposta de venda de madeira a qualquer prefeitura da região, a qualquer pessoa ou a quem comercializa madeira e investiguem para ver se a Prefeitura de Caratinga me pagou alguma coisa pela madeira doada”.

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