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Notícias
Caratinga e suas obras inacabadas
Data publicação 18/09/2017
Há décadas a população de Caratinga convive com diversas promessas feitas pelos políticos com relação à importantes melhorias para o município e região. Esses “compromissos”, como os políticos passaram a denominar suas promessas de campanha, costumeiramente caem no esquecimento, resultam em um excessivamente longo período de espera ou tornam-se obras inacabadas.
 
Caratinga-Ipanema
Exemplo maior das obras inacabadas é o asfaltamento da rodovia BR-474, popularmente chamada “Estrada Caratinga-Ipanema”, prometida há mais de 60 anos e, até hoje, ainda não concluída. A última vez em que foram anunciadas as  obras de pavimentação asfáltica dos 11 quilômetros ainda em estrada de chão aconteceu há mais de sete anos, mais precisamente, em maio de 2010, porém, como aconteceu nas outras oportunidades, o prometido não foi cumprido.
 
Ao que parece, até mesmo os políticos se cansaram de prometer a conclusão do asfaltamento da estrada. Haja vista que, durante a campanha para as eleições de 2014, nenhum dos candidatos a deputado estadual ou federal com reduto eleitoral na região citaram a conclusão da antiga obra em seus palanques.
 
Parque de Exposição
Outra melhoria muito prometida, cuja execução vai se arrastando pelo curso dos anos, é o projeto de revitalização do Parque de Exposições “José da Costa Mafra”. Na verdade, o projeto, que chegou a ser iniciado, precisará começar do zero, caso venha a ser realizado. Hoje, o local está completamente abandonado, com suas antigas instalações transformadas em ruínas.
 
Em 2012, o deputado federal Mauro Lopes (PMDB) conseguiu, junto ao Governo Federal, a inclusão de uma emenda parlamentar, voltada às obras de modernização do Parque de Exposições, no valor de R$ 1.657.500,00. Deste recurso, até hoje, apenas R$ 135.000,00 foram disponibilizados para o município.
 
O projeto previa a conclusão das obras em 15 de maio de 2015, porém, apenas parte do muro frontal chegou a ser construído e, mesmo assim, se a obra vier a ser retomada esta parte precisará ser refeita.
Em março de 2016, chegou a ser anunciada pelo governo do ex-prefeito Marco Antônio Junqueira, através do então secretário de Agronegócios, Denis Gutemberg Augusto de Faria, hoje vereador, que as obras seriam retomadas em abril daquele ano, o que acabou não acontecendo.
Pelo estado de degradação do Parque de Exposições, ao invés de se fazer sua revitalização, será necessário demolir o que ainda permanece em pé e se construir um novo parque e o restante do recurso da emenda parlamentar é insuficiente para isso.
 
Estrada
Também se encontram paralisadas as obras de asfaltamento da estrada que liga a Avenida Professor Armando Alves da Silva aos distritos de Dom Modesto e Santa Efigênia, tão anunciadas e iniciadas no governo de Marco Antônio, resultantes de emendas parlamentares do deputado Mauro Lopes.
 
A melhoria foi dividida em duas etapas. Uma delas previa a pavimentação da estrada ligando a Avenida Professor Armando Alves da Silva, próxima ao Campus II do Centro Universitário de Caratinga (UNEC), ao Bairro Santa Cruz e a outra etapa seria o asfaltamento da estrada partindo do Bairro Santa Cruz até os distritos de Dom Modesto e Santa Efigênia.
 
No trecho entre a Avenida Professor Armando e o Bairro Santa Cruz sequer foi realizada a preparação do terreno em toda a sua extensão. Na outra etapa alguns trechos entre o Bairro Santa Cruz  e o distrito de Dom Modesto chegaram a ser asfaltados, sendo apenas colocada a brita no restante da estrada.
 
Porém, como não foram construídas canaletas para o escoamento das águas de chuva nas margens da pista os trechos asfaltados apresentam rachaduras e muitos buracos. Além disso, a brita colocada nos demais trechos tem se espalhado e vários pontos sofrem as consequências de erosão, em decorrência das chuvas.
 
Do total dos recursos da ordem de R$ 1.852.500,00 a serem investidos nas duas obras, provenientes do Ministério da Agricultura e do programa “Pró-municípios”, por indicação do deputado Mauro Lopes, restam ser liberados apenas R$ 320 mil. Este valor é insuficiente para a conclusão das obras e, para piorar, com a paralização, o trabalho já realizado está se deteriorando e, caso as obras sejam reiniciadas, quando isso acontecer, se acontecer, o serviço precisará ser refeito, exigindo a liberação de novos recursos.
 
Centro de Zoonoses
A construção do Centro de Controle de Zoonoses, iniciada no governo do ex-prefeito João Bosco Pessine (PT) e ainda não concluída, surgiu como solução para a questão dos animais vadios que circulam pela cidade, mas se tornou em um enorme problema, devido às irregularidades cometidas na execução do projeto.
 
A primeira delas diz respeito à localização. O projeto inicial previa a sua construção no terreno onde está o Parque de Exposições, porém João Bosco preferiu levar a obra para o Córrego do Pasto, próximo à antiga Saibreira, onde não existe abastecimento de água, rede de esgoto e rede energia elétrica, necessidades oferecidas pelo outro local.
 
Outra irregularidade foram as ausências de parecer do Estado, de Plano de Gerenciamento de Resíduos, de Licenças Ambientais e de projetos elétrico, hidráulico e de esgotamento sanitário.
Além disso, a obra iniciada foi para a construção de uma unidade do tratar do Tipo 3, voltada a atender uma população máxima de 100 mil habitantes, segundo normas da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), quando o correto teria sido a construção de uma unidade do Tipo 2, com capacidade para até 500 mil habitantes, já que o Centro de Zoonoses precisará atender aos 13 municípios da microrregião, cuja população já está próxima de 300 mil habitantes.
 
A busca de uma solução, junto ao Governo do Estado, para permitir a conclusão da obra e início do funcionamento do Centro de zoonoses vem desde fevereiro de 2013, início do mandato de Marco Antônio. Porém, até hoje a obra continua inacabada.
 
Rua Augusto de Morais
A possibilidade de construção de um muro de arrimo na Rua Augusto de Morais, no Bairro Esperança, para permitir que ela volte a ser transitável, ganhou um novo alento na última semana, quando o presidente da Câmara Municipal, Valter Cardoso de Paiva, na terça-feira, 13, entregou ao prefeito Welington Moreira de Oliveira, um cheque no valor de R$ 500 mil para a execução da obra, cuja cobrança da população daquela região vem se arrastando pelos anos.
 
O problema começou em 2006, no governo de Ernani Campos Porto, quando um deslizamento de encosta provocou desmoronamento em uma das laterais da rua, impedindo a circulação de ônibus.
O fato de não ter sido construído um muro de arrimo naquela ocasião, medida que evitaria novos deslizamentos e permitiria a restauração do trecho da rua danificado, possibilitou o agravamento da situação e, em janeiro de 2012, ocorreu um novo desmoronamento, transformando a rachadura existente em uma enorme cratera. Com isso, o trânsito de veículos, que já era precário, ficou totalmente impedido, tornando arriscado até mesmo a circulação de pedestres.
 
O ex-prefeito João Bosco, ainda naquele ano, anunciou a construção de muro de concreto com cortinas atirantadas, orçado em R$ 580 mil. Ele chegou a colocar uma placa próxima ao local, porém, a obra não chegou sequer a ser iniciada.
 
Agora, espera-se que o governo municipal, desta vez, realmente realize a tão necessária melhoria, do contrário ela será incluída na relação de obras inacabadas.

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