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Notícias
Coluna Fato Capital
Data publicação 18/09/2017
Anastasia com as malas prontas para o DEM
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), trabalha para turbinar seu partido, que esteve em vias de extinção na era petista. Ele negocia a filiação de dissidentes do PSDB, PSB e PMDB. Na mira, estão senadores e deputados. A meta é chegar a 50 deputados na Câmara e tomar o lugar do PSDB como a terceira maior bancada. Porém, a estrela da companhia será o senador Antônio Anastasia (PSDB), um dos principais aliados do senador Aécio Neves (PSDB). Anastasia recebeu convite formal do DEM para migrar para a legenda. No DEM, ele seria o candidato da legenda à Presidência da República ou ocuparia o lugar de vice numa composição, a depender do andar da carruagem. Poderá ser vice do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), ou do prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB).
 
Aécio no Senado
Isso abriria caminho para Aécio tentar a reeleição no Senado. Interlocutores do senador dão como certa a transferência, já que Anastasia deseja “mudar de ares” depois da série de escândalos envolvendo o tucanato nos últimos meses. Aécio está licenciado da presidência do PSDB, após ter sido abatido pela Operação Lava Jato. Como perdeu poder de influência nos rumos do partido, cogitava se candidatar a deputado federal, mas com a ida de Anastasia para o DEM, o caminho ao Senado volta a ser pensado.  
 
Legenda esteve próxima de desaparecer
Sem fazer alarde, até para não melindrar a sua relação com o presidente Michel Temer (PMDB), Rodrigo Maia vem se reunindo com deputados e senadores em sua residência oficial. Ele espera atrair nomes interessados em seguir um novo caminho político. O próprio Maia reconhece que o DEM esteve próximo de desaparecer, mas diz que o partido está sendo recompensado, agora, pelos 13 anos de oposição ao PT. O DEM entrou em queda livre na era petista. Depois de eleger 105 deputados em 1998, a sigla passou a encolher a cada quatro anos. Chegou ao fundo do poço em 2014, quando conquistou apenas 21 cadeiras na Câmara. Hoje tem 29, graças a mudanças negociadas na última “janela da infidelidade”.
 
Todos na mira
O declínio eleitoral se acentuou em 2010 após o escândalo do mensalão do DEM, que levou à prisão do então governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda. No ano seguinte, o atual ministro Gilberto Kassab aumentou a sangria ao criar o PSD junto com outro pefelista histórico, o ex-senador Jorge Bornhausen. Os remanescentes do antigo PFL não esquecem a provocação do ex-presidente Lula na campanha de 2010, quando o petista disse que era preciso “extirpar o DEM da política brasileira”. Além de atrair dissidentes das grandes legendas, a cúpula do DEM negocia a filiação de deputados de siglas menores, como PPS e PHS.
 
Maquiagem
Há uma década, o PFL virou DEM numa tentativa de modernizar a imagem. Mas a marca liberal, com ideário conservador e origens na Arena, que sustentava a ditadura militar, continua sendo a principal característica do partido. Nas últimas semanas, a cúpula do partido voltou a discutir uma nova troca de nome. Porém, a ideia perdeu força e o truque não se repetirá. O DEM seguirá para as eleições de 2018 da mesma forma, só ganhará plumagem e bico longo.  

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