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Confira os destaques da Coluna Fato Capital
Data publicação 07/08/2017
Novas ações controladas miram aliados de Temer 
A Procuradoria-Geral da República (PGR) e a Polícia Federal (PF) deflagraram uma série de novas “ações controladas” que têm como alvos integrantes do PMDB ligados ao presidente Michel Temer (PMDB). Foi graças a essas medidas que os investigadores conseguiram declarações comprometedoras de Temer endossando o pagamento de “mesada” ao ex-deputado preso e aliado Eduardo Cunha (PMDB) para ele ficar em silêncio. Foi assim também que a polícia conseguiu não só flagrar o senador Aécio Neves (PSDB) pedindo R$ 2 milhões ao empresário Joesley Batista, dono da JBS, como também registrar em vídeo as entregas de dinheiro a prepostos dos dois políticos, por meio de malas de dinheiro monitoradas pelos investigadores.
 
Doleiro como pivô
As ações controladas usam técnicas de investigação capazes de ir além dos depoimentos dos colaboradores para produzir novas provas para incriminar os delatados. Entre essas “novas técnicas” estão as gravações feitas pelos próprios delatores contra os delatados. As ações controladas de agora são para confirmar as declarações do doleiro Lúcio Funaro, que entregou à PGR os anexos de sua proposta de delação premiada. Nos bastidores de Brasília, comenta-se que a delação de Funaro, doleiro do PMDB e operador de Eduardo, que levou Geddel Vieira Lima à cadeia, vai envolver toda a cúpula do PMDB próxima a Temer. A expectativa é a de que esse grupo do PMDB não escapará do tiroteio, já que todos atirarão contra todos.   
 
 Exemplo dos Batistas
O acordo de colaboração premiada de Joesley Batista, seu irmão Wesley e outros cinco executivos do grupo J&F inovou nos métodos, até mesmo para os padrões estabelecidos pela Operação Lava Jato. Pela primeira vez, houve uma articulação entre a PGR e a PF para usar as novas técnicas, as chamadas ações controladas incluem grampos e o monitoramento do delator, transformado em uma espécie de agente duplo, para flagrar os investigados em situações ilícitas. As ações contam com a expertise da PF em operações deste tipo e permitiram a coleta de um forte material probatório que levou o Supremo Tribunal Federal (STF) a determinar a abertura de inquérito contra o presidente, além de determinar o afastamento de Aécio Neves do cargo de senador.
 
 Ineditismo
Não foi a primeira vez, contudo, que a PF e o Ministério Público utilizaram as técnicas que levaram à mais bombástica delação premiada até o momento na Lava Jato. Os investigadores também adotaram o expediente em outras duas grandes investigações que ficaram famosas pela repercussão que causaram em todo o país. Na Operação Satiagraha, desdobramento das investigações do mensalão deflagrada em 8 de julho de 2008, que prendeu Daniel Dantas, sócio fundador do Grupo Opportunity, o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta, o investidor Naji Nahas e outras 14 pessoas. Eles eram suspeitos de manter um esquema de corrupção e lavagem de dinheiro. Na época, a PF fez gravações de um preposto do banqueiro tentando subornar um delegado da PF para livrar Dantas das investigações.
 
Operação anulada
A operação foi anulada em 2011 pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), que considerou ilegais algumas escutas feitas pelo delegado Protógenes Queiroz. Em 2009, a Operação Caixa de Pandora desmantelou um esquema de corrupção envolvendo o então governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, e outros membros da cúpula do governo, que desviavam dinheiro público. Para tanto, os investigadores contaram com a colaboração de Durval Barbosa, ex-secretário de Relações Institucionais do DF que não apenas admitiu os ilícitos, como também fez gravações com câmeras escondidas que flagraram o próprio Arruda recebendo dinheiro em espécie. 

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