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Notícias
Coluna Fato Capital
Data publicação 02/05/2017

Mudança de lado
Vence no jogo político quem consegue se antecipar aos cenários na hora exata, nem muito antes nem obviamente depois. Há dois anos, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Adalclever Lopes (PMDB), vinha mantendo fidelidade canina ao governador Fernando Pimentel (PT). No Legislativo, todas as matérias de iniciativa do Executivo vinham tendo o apoio da maioria absoluta dos deputados, capitaneados pelo peemedebista, contrariando até uma parte da sua própria legenda. Porém, ao perceber que o cerco ao governador está cada vez mais se fechando, Adalclever resolveu colocar em campo uma nova estratégia. Agora, expõe a alguns áulicos, de forma proposital, uma espécie de irritação com o governador. O pivô da crise de relacionamento é o secretário de Governo, Odair Cunha (PT).

Poder de decisão
Interlocutores, agora, dizem que o desgaste vem de longe. E tem como motivo os acordos entre o Legislativo e o Executivo, visando as eleições de 2018. Aliados dizem que tudo o que o presidente da Assembleia acerta com os deputados, em nome do crédito que desfruta junto ao governador, vem sendo desconsidero pelo secretário petista. Cargos, redutos eleitorais, emendas e todo o tipo de benefícios estão na lista. No círculo palaciano, Adalclever é visto como a última tábua de salvação do governador, que está às vésperas de ser julgado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Porém, Odair não estaria  levando isso em consideração.

Justificativa   
Essa atitude do secretário estaria levando o presidente da Assembleia a se aproximar mais do PMDB na tentativa de isolar o PT, diante de um possível afastamento de Pimentel do cargo. Nesse caso, o vice-governador e presidente estadual do PMDB, Antonio Andrade, assumiria o Estado. A hipótese é cada vez mais considerada pelo grupo peemedebista. Afinal, o STF acaba de receber a sindicância oriunda das delações da Odebrecht no âmbito da Operação Lava Jato, da Polícia Federal, que têm como alvo o governador mineiro. O requerimento de abertura de investigação contra o governador de Minas foi apresentado pela Procuradoria-Geral da República ao STF em 14 de março. Após análise, o relator da Operação Lava Jato naquela Corte, ministro Edson Fachin, encaminhou a petição ao STJ, ao qual caberá investigar e processar eventual ação penal.

Mulher indiciada
O ministro Luis Felipe Salomão foi considerado prevento para relatar o caso no âmbito do STJ. O vice-procurador-geral da República Bonifácio de Andrada atuará na investigação. O governador de Minas tem negado reiteradamente qualquer envolvimento em irregularidades. A expectativa é a de que o afastamento ou não de Pimentel aconteça entre o fim de agosto e o início de setembro, com a conclusão dos ritos. A situação de Pimentel se agravou ainda mais com o indiciamento da sua mulher, Carolina Pimentel, acusada de corrupção, lavagem de dinheiro e crime eleitoral.

Abalado
A Acrônimo foi deflagrada em maio de 2015 para investigar esquema de tráfico de influência para liberação de empréstimos do BNDES e esquema de lavagem de dinheiro em campanhas eleitorais envolvendo gráficas e agências de comunicação. O indiciamento da mulher abalou o governador, justamente no momento em que o petista tentava ampliar sua presença no interior do Estado, participando de uma série de eventos. Agora, o jogo vai mudar completamente e, mais uma vez, quem percebê-lo na hora certa vai ter larga vantagem.

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