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Transposição do Rio Preto: Copasa abre licitação
Data publicação 02/04/2017

Finalmente, na segunda-feira, 27, a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) deu início ao processo licitatório para as obras de transposição das águas do Rio Preto, para ampliar a capacidade de captação de água pelo sistema de abastecimento de água da sede do município de Caratinga e evitar o risco da necessidade de racionamento, conforme ocorreu nos dois anos anteriores, quando a população da cidade se viu obrigada a conviver com o desabastecimento.

Na verdade, a medida é um paliativo a ser utilizado pela Copasa como forma de diminuir o risco de desabastecimento, pelo fato de não existirem reservatórios de água em Caratinga, apesar da concessionária já explorar o serviço de abastecimento de água há mais de 40 anos.

O sistema de Captação
Segundo a Copasa, o valor total do orçamento elaborado para as obras e serviços licitados é de R$ 3.496.979,76. E o sistema de transposição das águas do Rio Preto, além da instalação de dutos para o transporte das águas até a unidade de captação do Córrego do Lage, responsável pelo abastecimento da cidade de Caratinga, com extensão de aproximadamente sete quilômetros, compreende, ainda, a construção de uma barragem de nível e uma estação elevatória de água bruta.

A Barragem de Nível no Rio Preto terá estrutura de concreto armado, com as ombreiras em muro de gabião, sendo projetada ainda a implantação de um sistema de tomada direta, gradeamento, passando por caixa de areia até o poço de sucção das estações elevatórias. Já a Estação Elevatória de Água Bruta será composta de poço de sucção, sala elétrica e casa de máquinas, abrigando cinco conjuntos de moto bombas para atendimento ao sistema de abastecimento de água das cidades de Caratinga e Piedade de Caratinga.

A informação da concessionária é de que o sistema de transposição deverá garantir a captação de mais 100 litros por segundo, quando houver necessidade, a se juntar com o volume já captado no Córrego do Lage, o que a Copasa entende ser suficiente para garantir o pleno abastecimento de Caratinga.

De acordo com o cronograma estabelecido pela Copasa, a princípio, a conclusão das obras estava prevista para outubro deste ano. Porém, conforme estabelece o edital de licitação, o prazo para a execução e entrega das obras não poderá exceder a 13 meses, contados a partir da data fixada na primeira ordem de serviço. Assim, é praticamente certo que o sistema de captação não entrará em funcionamento na data prevista e, mais uma vez, a população de Caratinga precisará contar com um final de ano chuvoso, como aconteceu no final de 2016, para não sofrer o racionamento de água.

A expectativa da população de Caratinga é que essas medidas sejam suficientes e que a barragem consiga armazenar água em volume suficiente para evitar futuros períodos de desabastecimento e o sistema de transposição não se constitua em somente um paliativo. É importante lembrar que nos anos anteriores, quando Caratinga e região enfrentaram um longo período de estiagem e o volume de chuvas ficou abaixo da metade da média histórica, assim como ocorreu com o Córrego do Lage, o volume de água do Rio Preto atingiu níveis nunca vistos até então.

A pergunta que se faz é se, diante da inexistência de reservatórios de água, caso a região volte a enfrentar um período de seca e forte calor como aconteceu em 2014 e 2015, o sistema a ser implantado no Rio Preto evitará o fantasma do desabastecimento?

No dia 27, a Comissão Permanente de Licitações da Copasa realizou a análise e o julgamento da documentação de habilitação das empresas interessadas pelo processo, quando todas foram habilitadas para a abertura das Propostas Comerciais, o que acontecerá na sessão do dia 6 de abril, às 14h30min.

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