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Dr. Welington responsabiliza seus antecessores pela crise do município
Data publicação 23/03/2017
Em entrevista coletiva concedida na quarta-feira, 22, quando anunciou o paga-mento aos funcionários efetivos dos salários referentes ao mês de dezembro do ano passado, o prefeito de Caratinga, Welington Moreira de Oliveira, o Dr. We-lington, novamente falou sobre as dívidas e os problemas herdados da gestão anterior, chegando a afirmar que Marco Antônio, seu antecessor, brincou de ser prefeito.
 
Para felicidade dos funcionários efetivos da Prefeitura de Caratinga, o atual go-verno conseguiu efetuar o pagamento dos salários referentes a dezembro do ano passado em uma única vez, ao invés do parcelamento, como era esperado. Porém, ainda não foi possível fazer o pagamento dos contratados e comissionados.
 
Mais uma vez, Dr. Welington esclareceu que o governo anterior, além de não fa-zer o pagamento do mês de dezembro, não deixou dinheiro em conta para este fim. Havia apenas R$ 1,5 milhão nas contas da Secretaria de Educação, suficiente apenas para o pagamento dos funcionários efetivos do setor, o que aconteceu em janeiro, ressaltando não ser possível desviar esse dinheiro para outra conta e finalidade.
 
De acordo com Dr. Welington, para piorar a situação, ele recebeu a Prefeitura em um verdadeiro caos. “Quando nós assumimos, nos deparamos com um quadro que jamais imaginávamos poder encontrar, principalmente na questão financeira. Nós tínhamos uma previsão das dificuldades que encontraríamos, devido à crise pela qual passa o País, mas jamais imaginamos que a gestão financeira do município se encontrava em um caos tão absurdo e, desde então, estamos buscando soluções para equacionar esses problemas”.
 
Dificuldades
Conforme esclareceu, ele assumiu o governo com uma dívida de quase R$ 90 milhões. “Deste total, R$ 68 milhões são dívidas a longo prazo, que demorarão anos e anos para serem quitadas. E as parcelas dessa dívida não são facilmente absorvidas. Do restante da dívida, o governo anterior empenhou R$ 8.322.000,00, sem dinheiro em caixa para seu pagamento e o princípio da administração pública é que você só empenha quando tem condições para efetuar o pagamento. Infeliz-mente, eles empenharam e não havia dinheiro em caixa para o pagamento”.
 
O governo passado, como ele citou, empenhou cerca de R$ 7.420.000,00, em uma manobra administrativa, e cancelaram esses empenhos. “Com isso, os fornecedores, que venderam medicamentos e outras mercadorias, ou que prestaram serviços para a Prefeitura de Caratinga ficaram impossibilitados de receber, enquanto nós ficamos impossibilitados de pagá-los por dois motivos. Além de não termos dinheiro para isso, devido ao cancelamento, para poderem receber eles serão obrigados a entrar na Justiça, para que a dívida seja reconhecida judicial-mente e, através de um Título Executivo Judicial, o Município possa pagá-los ou, pelo menos, negociar a forma de pagamento”.
 
INSS
Dr. Welington citou, ainda, uma dívida de aproximadamente R$ 4.175.000,00 re-ferente ao recolhimento do INSS dos servidores. “A administração anterior des-contou o INSS dos salários dos servidores, mas não fez o repasse para o Governo Federal. Durante o período de transição de governo nós não tivemos as informa-ções sobre esta situação. O processo de transição não dá à equipe nomeada pelo prefeito eleito de vasculhar os arquivos da prefeitura para colher todas as informações, só tomando conhecimento daquilo que é repassado pelo governo que está terminando o mandato. E nós não tivemos sequer acesso às contas do Município”.
 
Para o atual prefeito tal atitude foi intencional. “Nós percebemos que a falta de informação, o desinteresse e o descompromisso em estar nos passando estas in-formações tinham uma razão clara: não nos permitir ter o conhecimento do quadro financeiro caótico pelo qual o município de Caratinga passava.
 
Na coletiva, Dr. Welington informou que a intenção era efetuar também o paga-mento do atrasado dos contratados e comissionados. “Porém, ontem (terça-feira) nós tivemos mais um revés, com o Tribunal de Justiça de Minas Gerais bloquean-do R$ 687 mil, referente a dívidas contraídas pelo governo passado que, sequer, ele nos passou informação a respeito. Isso nos impossibilitou efetuar o pagamento dos salários e acertos trabalhistas dos comissionados e contratados da gestão passada”.
 
Como o prefeito informou, parte dos contratados e comissionados que trabalharam na gestão anterior foi privilegiada e recebeu os salários e acertos. “Por que o governo passado pagou parte desses comissionados e não efetuou o pagamento da grande maioria, os mais necessitados que recebiam salários menores? Nós não agiremos assim! Nós iremos tratar todos os funcionários da mesma maneira”.
 
FPM
Ele citou o bloqueio que a Prefeitura de Caratinga vem sofrendo no repasse do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Neste ano, de janeiro até agora, o valor do FPM que deveria ser repassado ao município de Caratinga somou R$ 7.630.664,99. Deste total, R$ 6.347.045,79 foram bloqueados pela Receita Federal, em decorrência dos problemas herdados das gestões anteriores. 
 
Dr. Welington foi duro nas críticas ao ex-prefeito Marco Antônio Junqueira. “Devido à irresponsabilidade de quem sentou na cadeira de prefeito e brincou de ser prefeito, não tendo a responsabilidade de administrar corretamente, os impostos que o cidadão paga e deveriam ser revertidos ao município tem sido bloqueados. Ele não pensou em nenhum momento que esses atos, hoje poderiam desencade-ar esta série de graves problemas, gerando a crise financeira, crise moral e crise política que hoje nós estamos vivendo. O município, hoje, não tem crédito na pra-ça para comprar um prego”.
 
De forma indireta, ele também criticou o ex-prefeito João Bosco, afirmando a intenção de ir à Justiça para cobrar responsabilidades. “Não quero que nós não sejamos responsabilizados por aquilo que se deixou de fazer há oito anos. Nós não iremos fazer uma ‘caça às bruxas’, mas as pessoas que levaram o município a es-tar, hoje, nesta situação caótica serão responsabilizadas judicialmente. A Procu-radoria do Município já tem trabalhado neste sentido!”.

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