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Colunista - Edilson
Esmola
Data publicação 10/09/2018
O Brasil é, de fato, um país totalmente associado com a “esmola”. Aliás, isso é histórico e acontece desde quando ele foi descoberto e teve início sua colonização.
 
A nação foi formada alicerçada sob a “Lei de Gérson”.
 
Embora esta lei não tenha sido redigida, apresentada, analisada e sequer tenha tramitado em qualquer corte ou colegiado, tendo como seu espírito “levar vantagem em tudo”, é a lei mais obedecida e aplicada no Brasil, em todos os setores e em todas as instâncias, caminhando pari passu que a corrupção, a qual todos dizem odiar, mas não se cansam de praticar.
 
Para quem não sabe, a Lei de Gérson foi criada a partir de um comercial de TV de um cigarro de nome Villa Rica, no qual o ex-jogador Gérson, o famoso “Canhotinha de Ouro”, aparecia fumando e dizia o seguinte: “Todo mundo sabe que eu gosto de levar vantagem em tudo, certo?... Leve vantagem você também!... Leve Villa Rica!”. Desde então, passou-se a dizer que quem estava levando vantagem em alguma situação estava cumprindo a Lei de Gérson.
 
O problema da prática da Lei de Gérson é o fato dela ser totalmente individualista. Sua aplicação produz injustiça, pois, enquanto alguém leva vantagem, outras pessoas, senão todas arcam com o prejuízo.
O espírito desta maldita lei, alicerçada no egoísmo, tem contaminado a nossa sociedade, extinguindo de seu seio o espírito coletivo, estabelecendo uma competição pelo primeiro lugar, independente que, para isso seja preciso trair, enganar, mentir, roubar e, até mesmo, matar.
 
Na cegueira produzida por tal disposição, têm sido plantados em nosso País programas sociais, travestidos de benefício, sob a capa de “ação social”, cujo único objetivo é tornar o miserável ainda mais miserável e estabelecer o completo do mínio das massas para se perpetuar no poder, para então, escudado por uma aparente legalidade, dilapidar os cofres públicos.
 
Na miserabilidade da maioria do povo brasileiro, seja ela cultural, intelectual, social ou financeira, a população brasileira não consegue compreender que nada é de graça, tudo tem um preço, que será cobrado de muitos, ou melhor, de todos.
 
O dinheiro que é aplicado na esmola chamada “Bolsa Família”, programa de compra de votos que tem contribuído para a formação de preguiçosos, desocupados e vagabundos na Região Sudeste, deixa de ser investido em saneamento básico, na melhoria dos hospitais, na Educação, na infraestrutura, na segurança pública.
 
Não enxergam os tolos que, com isso, mesmo os beneficiários do programa perdem, pois são eles que lotam as filas dos hospitais, onde muitos costumam morrer por falta de atendimento, remédio e tratamento. Os ricos possuem bons planos de saúde, têm condições de fortalecer o sistema de segurança de suas casas e de dar boas escolas para seus filhos.
 
Como bem disse o ex-presidente dos Estados Unidos, Ronald Reagan, “devemos medir o sucesso dos programas sociais pelo número de pessoas que deixam de recebê-lo e não pelo número de pessoas que são adicionadas”.
 
No entanto, aqui no Brasil, ao invés de investir no fortalecimento da agropecuária, da indústria, da Educação Pública, incentivando a geração de empregos, na dignidade das pessoas, permitindo-lhes gerar o próprio sustento, os governos e partidos que se intitulam “socialistas”, preferem continuar iludindo e enganando o povo através da hipócrita distribuição de migalhas, de esmolas, rotuladas de “programas sociais”.
 
Não existe “ônibus de graça” para idosos, “tarifas sociais” de luz e de água para os menos favorecidos. Aqueles que pagam passagem nos ônibus ou que estão fora da faixa das tarifas sociais têm embutido em suas passagens e tarifas o que deixou de ser cobrado dos “beneficiários”.
 
Jamais veremos o Brasil mudar se não tomarmos a atitude fundamental de mudarmos a nossa mente.


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