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Colunista - Edilson
Falência
Data publicação 27/08/2018
Não tenho a menor dúvida de que o Brasil vive um dos momentos mais delicados de sua história, no qual a tomada de decisões deve ser revestida da maior seriedade e atenção, pelo fato de que a escolha de um caminho errado poderá comprometer completamente o futuro da Nação, produzindo danos irrecuperáveis.
 
Para que o Brasil possa se afastar desta perigosa situação há a necessidade da união de esforços de todas as instituições e dos diversos setores da sociedade, visando buscar o bem comum. Do contrário, o País continuará a experimentar um crescimento desequilibrado, atrofiado e deformado.
 
Infelizmente, justamente neste momento, quando se caminha sobre o fio da navalha, onde o menor desequilíbrio pode produzir a derrocada geral e a frustração de todas as muitas e grandes potencialidades de progresso de um país “gigante pela própria natureza”, como bem escreveu Joaquim Osório Duque Estrada, nos deparamos com nossas instituições falidas, no que se refere a moral, ética, honestidade e credibilidade.
A crise gerada pelo câncer chamado “corrupção” atingiu a todas as instituições, das menores às maiores, e continua se alastrando, produzindo dolo e contaminando todos os setores, não dando a mínima possibilidade de se negar que os nossos poderes nunca, em toda a história desse país, foram tão podres.
 
Pouco a pouco, as instituições outrora respeitadas por todos, tidas como honradas e consideradas bastiões da moralidade, foram sendo desnudadas de seus imaculados mantos, revelando suas fétidas entranhas, com seus membros envolvidos em escândalos e nas mais sórdidas astúcias.
 
Não me refiro à por demais desacreditada classe política, cujas declarações de desejo de buscar o bem da população , não passam de falácias, lançadas aos ouvidos de um povo de parco saber com o único propósito de enganar, tendo a mentira como sua principal ferramenta. Neste antro, a busca por homens sérios e honestos se assemelha a buscar agulha em um palheiro.
 
Falo de outras instituições, anteriormente críveis, como o Judiciário Brasileiro, onde os cargos das nossas cortes superiores, inclusive a suprema, não são exercidos mediante meritocracia, como seria o correto e justo, mas por apadrinhados, mesmo sem possuir capacidade para exercer a função, visando acobertar ou livrar de punições os artífices do roubo, do desvio de dinheiro público, dos maestros dos conchavos.
 
Até mesmo a Igreja, em um passado distante considerada território sagrado e santo, se prostituiu como se fosse a mais baixa das meretrizes, divorciando-se das virtudes por ela pregadas e cantadas, com as quais se apresentou à sociedade como representante e porta-voz de Deus, tendo seus líderes cometendo e participando dos mais baixos e imorais atos.
 
Ou será que não eclodem aos quatro cantos do País inúmeros escândalos de pedofilia, adultério e homossexualismo, envolvendo sacerdotes católicos?... Assim como acontece com a seara evangélica, onde pastores, bispos e apóstolos produzem as mais absurdas heresias, para alcançar seus funestos objetivos de enganar seus incautos membros e, assim, comercializar milagres e bênçãos durantes suas reuniões, mercadejando a Fé e a Palavra de Deus, além de meter a mão no produto dos gazofilácios, os quais transformam em compartimentos do próprio bolso.
 
A imprensa, que já foi uma das instituições mais respeitadas e tida como séria, há muito deixou de sê-lo, na medida em que suas notícias, matérias e comentários, na maioria esmagadora das vezes tendenciosos, são publicados com a explícita intenção de satisfazer aos interesses de quem paga mais ou de quem é parceiro.
 
Por tudo isso, o futuro se apresenta por demais nebuloso, a ponto de aplacar o otimismo, colocando em xeque, talvez mate, as possibilidades dele vir a ser melhor.
 


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