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Colunista - Edilson
Sonhos e Apitos
Data publicação 04/06/2018
Como já disse Noslide Seugirdor, filósofo ainda pouco conhecido do grande público: “O seu mundo jamais será maior do que o tamanho de seus sonhos. Então, sonhe o mais elevado que puder”. Vários outros filósofos já proferiram pensamentos parecidos, com pequenas diferenças, porém com o mesmo sentido.
 
Neles, seus autores, enquanto incentivam as pessoas a colocarem seus objetivos e esforços na busca e realização de grandes projetos, também exortam aqueles que optam por planos de menor significância a mudarem de procedimento.
 
A proposta de uma reflexão a partir da linha de raciocínio defendida por tais pensadores não poderia ser mais oportuna para Caratinga do que agora, quando estamos há pouco mais de 120 dias para as eleições.
 
Antes dela, acontecerá o período oficial de campanha política, quando os candidatos, tanto os com mandato como os sem, tentarão conquistar os votos do eleitorado, momento em que Caratinga será pista de pouso para quem nunca esteve na cidade, assim como para quem já esteve, prometeu, mas não cumpriu.
 
O duro é poder profetizar que os candidatos virão novamente aqui, prometendo migalhas e o povo irá engolir todas essas propostas pequenas, promessas pequenas, e vai neles votar mais uma vez, perpetuando esse vício de pensar Caratinga de forma micro, quando o município precisa, há muito, de projetos macro.
 
Ah!... Você não vai votar em ninguém, e gosta de falar para os amigos, como se isso fosse uma grande vantagem?... Saiba que você não passa de um idiota!... Eu sei que você tem o direito de querer não votar, da mesma forma que tem todo o direito de ser um covarde e idiota, que foge da responsabilidade de tentar impedir a continuidade dos maus no poder.
Mas, deixando de lado os tolos e voltando para o assunto em tela, muito se ouve comentar, nas rodinhas de bate-papo, pelos quatro cantos da cidade, sobre as carências e mazelas de Caratinga, da falta de crescimento econômico e sua consequente falta de ofertas de emprego, e da inexistência de diversos serviços.   
 
Na realidade, as carências de nosso município, a precariedade de sua infraestrutura e a falta de crescimento econômico só ocorrem porque a sua população (incluindo as autoridades e as entidades representativas) pensa em uma Caratinga provinciana e, assim, aceita dos políticos - governadores e deputados benefícios de pequena monta e pouca serventia, e que em nada contribuem para o desenvolvimento da cidade.
 
Pela mediocridade de nossos sonhos, continuamos aplaudindo deputados, quando eles destinam para Caratinga, cidade polo de uma região, um carro, uma ambulância, um tratorzinho, R$ 200 ou R$ 300 mil para a saúde ou para compra de asfalto... Coisas que não passam de “esmolas”, balinhas para adoçar boca de criança!
 
Temos sido tratados da mesma forma como os colonizadores europeus, há mais de 500 anos, trataram aos tupis, guaranis, tupinambás, tamoios, tapuias, tapajós e demais tribos indígenas, quando aportaram em nosso país, encantando-os e seduzindo-os com penduricalhos, apitos e outros objetos insignificantes e de quase nenhum valor.
 
Antes de fazer discursos elogiando deputados e candidatos, o prefeito e os vereadores, estes tão dados a viagens, deveriam chamar as diretorias da Associação Comercial, Câmara de Dirigentes Lojistas, igrejas, clubes de serviço, lojas maçônicas, centros universitários e, juntos, convocar os deputados bem votados no município, para pensar uma Caratinga grande.
Caminhando nesta direção, após um aprofundado debate sobre as principais questões do município, haveria condições para se produzir um amplo projeto, a ser defendido por todos, suficiente para implantar o progresso em Caratinga e região.  
 


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