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Colunista - Edilson
Faniquitos
Data publicação 22/04/2018

Nas últimas semanas, o jornal A Semana e sua direção foram alvos de ataques através das redes sociais e, também, da tribuna da Câmara Municipal de Caratinga, devido às notícias publicadas pelo semanário, em suas mais recentes edições, enfocando os gastos feitos pelos vereadores em suas viagens, sob a justificativa de estarem tratando de assuntos de interesse do Município.

Os ataques via redes sociais pouco me importam, uma vez que tal assunto, no momento próprio, será tratado através da Justiça e, pelo fato do Facebook ser o palco preferido pelos idiotas e medíocres para regurgitarem suas asneiras e ofensas, na tentativa de serem notados, deixando seu estado de incapacidade e insignificância.

O que me causa estranheza, mas não surpresa, é o fato das referidas matérias terem causado incontida revolta em dois vereadores, por sinal debutantes no ofício, possivelmente ainda deslumbrados com o seu efêmero “poderzinho”que julgam eterno e total. Afinal de contas, conforme entendendo ser o ideal, ao se fazer candidato a um cargo eletivo, diante da possibilidade de sucesso e se tornar um homem público, a pessoa precisa estar preparada para receber não apenas os altos salários, mas, principalmente as críticas, venham elas dos eleitores ou da imprensa.

A crítica, caso não saibam os tais edis, é parte inerente ao cotidiano do político e uma obrigação para o órgão de imprensa cuja linha editorial se baseie na defesa dos interesses da população, no combate à corrupção e, também, aos desvios e mau uso do dinheiro público.

Portanto, ao criticar aquilo que considere mal feito, o profissional de imprensa não comete qualquer abuso, mas, antes, cumpre as atribuições da profissão que exerce. E mais, quem assim não procede falta com a sua responsabilidade, cometendo o pecado da omissão.

É curioso, também, o fato de vereadores se sentirem ofendidos e tão revoltados com a simples revelação do quanto receberam em diárias de viagens. Como é sabido, durante a campanha eleitoral, praticamente todos os candidatos a vereador usaram a promessa do exercício e defesa da transparência como um instrumento de convencimento junto ao eleitorado. Por isso mesmo, jamais deveriam se sentir ofendidos quando um jornal leva ao conhecimento dos eleitores, de cujos bolsos saem os elevados salários e todas as mordomias e benesses oferecidas aos vereadores, de que forma está sendo gastado o dinheiro público.

Apesar da incoerência, até isso é compreensível, uma vez que para a desacreditada classe política brasileira a punição aos atos lesivos aos cofres públicos, sejam eles mediante desvio ou mau uso, deve ser duríssima somente quando os desmandos são praticados por adversários, e branda ou inexistente quando os deslizes são cometidos por “companheiros”.

O que não consigo entender e aceitar é quando a ira e os ataques partem de pessoas que se apresentam ao público como cristãos, aliás, tendo se valido de tal situação como principal plataforma política durante a campanha eleitoral.

Na primeira oportunidade surgida para ser adotada a postura cristã, ainda que sofressem injusta acusação, o que não é o caso, ao invés de “voltarem a outra face”, conforme ensinam as Sagradas Escrituras, sofrem transtornos de ódio e passam a destilar ácidas ofensas, quando deveriam vivenciar o “amor”.

Faniquitos, adianto, não conseguirão nos fazer mudar de opinião e posicionamento. Eles continuarão sendo interpretados como manifestações de pessoas que se mostram despreparadas para o trato com a coisa pública.

Xiliques não nos amedrontarão, não nos intimidarão e não nos farão deixar de criticar os erros cometidos pelos políticos, venham eles de quem vier. Pelo contrário, só servirão para nos incentivar, vindo a confirmar que continuamos no caminho certo.


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