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Colunista - Edilson
Regras
Data publicação 09/04/2018
Estou começando a escrever esta crônica às 12h07min da sexta-feira, 06. Portanto, quando você a estiver lendo, o ex-presidente Lula poderá não ter sido preso, ter sido preso e solto imediatamente por uma decisão do Marco Aurélio de Mello ou, até mesmo, como é o desejo da maioria do povo brasileiro, continuar preso.
 
Este “festival de dúvidas” que apresentei é o que tem perturbado a mente dos brasileiros, em um cenário onde as regras, mesmo sendo claras, nem sempre são seguidas e respeitadas pelas cortes superiores e, em especial, pela Corte Suprema, lamentavelmente, principal ferramenta para a perpetuação da impunidade.
 
Triste é saber que justamente o Supremo Tribunal Federal, a quem caberia estabelecer intransigente defesa da Constituição Federal e impor o fiel cumprimento das leis, tornou-se um palco político e instância especializada em defender interesses de amigos.
 
As intervenções do Supremo, que deveriam gerar no cidadão do bem uma sensa-ção de tranquilidade, devido à certeza da manutenção da justiça, o conserto do erro e o estabelecimento do correto, nos últimos anos, têm se tornado cada vez mais sinistras, causando o medo e o sentimento da prostituição dos direitos.
 
 A alta cúpula do Poder Judiciário, lamentavelmente, por suas atitudes, a cada dia vem perdendo a confiança e o respeito do cidadão brasileiro, contribuindo de forma contundente para fomentar a crise institucional instaurada no País a partir da revelação do maior esquema de corrupção  montado na história da humanidade.
 
A condenação e decretação da prisão de um ex-presidente, que se beneficiou do cargo para firmar e participar de acordos espúrios e enriquecer por meios ilícitos e imorais, como é o caso de Lula, não pode jamais ser considerada uma exceção, mas, antes, o fiel cumprimento das regras, afinal, como ele próprio defendeu no passado, o lugar de corrupto é na cadeia.
A prisão de Lula de maneira nenhuma fere as regras!... Pelo contrário, ela é o fiel cumprimento das leis, obedecidas pelos juízes federais de primeira e segunda instância, às quais ministros da corte máxima querem profanar, distorcer, anular.
 
O meu entendimento de que Lula merece ser preso e assim permanecer não vai, jamais, carregado de ódio ou de sentimento de vingança. Ele vai embebido no sentimento de “justiça”, sentimento que certamente é compartilhado por quem se empenha e esforça por jogar o jogo de acordo com suas regras e insiste em cumprir com todas as suas responsabilidades.
 
Mas, a justiça neste monstruoso escândalo de corrupção e desvio de dinheiro público, que tem causado a dor, a fome, o desemprego, a insegurança e a morte de milhares de brasileiros, não se limita à prisão do ex-presidente.
 
Todos, independente de cor partidária, posição social ou cargo, que têm abusado da prática da corrupção, precisam ser punidos exemplarmente, sejam políticos, magistrados, ministros, militares, sindicalistas, artistas, atletas, empresários, líderes comunitários, religiosos...
 
A prisão do ex-presidente, caso tenha ocorrido e seja mantida, não é o fim, mas possibilita-se estabelecer o início de uma nova etapa na vida de um povo que sonha em ver este país se tornar, em todos os aspectos e sentidos, uma grande nação, onde as pessoas sintam prazer em obedecer, cumprir e respeitar as leis e, assim, sejam incentivadas a participar e contribuir com o desenvolvimento do Brasil.
 
Um Brasil que viva de forma plena a, até então, utópica letra de seu belo hino. Um Brasil que seja uma pátria verdadeiramente amada e deixe definitivamente de ser tão madrasta, se tornando realmente na mãe gentil com a qual tanto sonhamos.
 


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