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Colunista - Edilson
Xô, súcia
Data publicação 29/01/2018
Na última semana, foi dado um importante passo para que as profundas mudanças necessárias ao estabelecimento da ordem e do progresso  do nosso país, tão almejadas por todas as pessoas de bem, tenham reais possibilidades0 de vir a acontecer.
 
A decisão dos desembargadores da 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), condenando o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva à pena de 12 anos e um mês de prisão, em regime fechado, pelos crimes de corrupção passiva e de lavagem de dinheiro, caso não ocorra nenhuma tragédia jurídica a partir de então, permitirá se passar esse país a limpo e acabar com os desmandos da súcia que ocupa o poder.
 
Não há como deixar de declarar como foi prazeroso acompanhar a leitura das mais de 400 páginas do extenso voto do relator do recurso interposto por Lula, desembargador João Pedro Gebran Neto, quando ele, com equilíbrio e firmeza, jogou por terra cada uma das argumentações dos advogados do ex-presidente, a quem condenou e ampliou a pena imposta pelo juiz Sérgio Fernando Moro, no que foi seguido pelos desembargadores Leandro Paulsen e Victor Luiz dos Santos Laus.
 
No entanto, a limpeza não se encerra com a condenação de Lula, de José Dirceu, de José Genoíno, de Eduardo Cunha e de Sérgio Cabral. Os braços da Justiça não podem permitir que sobre impune nenhum de todos os investigados e indiciados na Operação Lava Jato, na Operação Zelotes e todos os demais escândalos que revelou o maior esquema de corrupção na história da humanidade. E, isso, independente de partidos.
 
A revolta do povo brasileiro não é e nem pode ser direcionada a um partido!... O anseio do povo brasileiro, até hoje sofrido, é ver a condenação de todos os políticos corruptos do Brasil, pouco importando sua bandeira partidária.
 
Todavia, causa asco saber que todos os políticos envolvidos nas operações visando combater a corrupção no Brasil, como são os casos de Aécio Neves, Renan Calheiros, Romero Jucá, Fernando Collor de Melo, Gleisi Hoffman, Lindbergh Farias, Jader Barbalho, José Agripino Maia, Vanessa Grazziotin, Ciro Nogueira, Edison Lobão, Aloysio Nunes e tantos outros, como tudo leva a crer, estarão se candidatando e poderão ser mantidos no poder.
 
Até mesmo o próprio Lula, condenado apenas no primeiro dos seis processos nos quais é réu, se os tribunais superiores não agirem com a mesma seriedade demonstrada pelos tribunais de primeira e segunda instâncias, poderá ser candidato e, se a população não fizer a sua parte no processo, haverá a possibilidade, ou melhor, o risco de ele voltar a ocupar o cargo no qual tanta corrupção comandou.
 
É o momento de valorizarmos os bons políticos, aqueles que demonstram caráter e seriedade, mantendo-se afastados do câncer chamado corrupção, mesmo estando em um ambiente onde a prática da rapina aos cofres públicos parece ser uma regra.
 
O tolo, que exalta seu intento de “não mais votar em político algum”, movido por sua ignorância, não se dá conta de que com tal gesto estará contribuindo, e muito, para a permanência dos desonestos no poder. Fará isso, ao abrir mão de escolher o melhor, abdicando do “direito” de participar do processo democrático, bem como do “dever” de, com o seu voto, promover as mudanças que tanto cobra, tirando o poder das mãos de quem torna os cofres públicos uma extensão do próprio bolso.
 
Resta aos cidadãos de bem deste país, grupo do qual quero acreditar que você faz parte, impedir que esta plêiade de canalhas continue roubando a Nação, não permitindo uma vida digna a dezenas de milhões de brasileiros. Para isso, participe de forma ativa e positiva do processo eleitoral, votando de forma consciente, repudiando os maus ao escolher os bons.
 


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