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Colunista - Edilson
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Data publicação 27/11/2017
A pouco mais de 10 meses para as próximas eleições causa-me muita preocupação o ânimo de grande porção da população, motivado pelas notícias que se sobrepõem, desnudando escândalos, cada vez mais escabrosos, envolvendo as principais figuras da política nacional. 
 
Tem se tornado comum ouvir pessoas afirmando que detestam política. Apesar de não ter a menor intenção de ser deselegante com quem assim pensa, não posso deixar de dizer que tal declaração vem recheada de ignorância, pois fica evidente que seu autor desconhece o significado da palavra “política”.
 
Quem diz detestar política, na verdade, pretende declarar a sua aversão à “politicalha”, a “politicagem”, palavras sinônimas, que identificam a  política praticada para atender interesses particulares ou mesquinhos.
 
Enquanto a politicagem é um câncer, que em nosso querido “País das Maracutaias” é responsável por todos os desequilíbrios e desigualdades existentes, a política é fundamental, na medida em que sem ela torna-se impossível estabelecer a organização do Estado e instituir uma sociedade justa, saudável e equilibrada.
 
Como é?... O que eu disse por último é uma utopia?... Em se tratando Brasil, embora lamente, sou obrigado a concordar com você!... O Brasil não é e, nesses últimos 517 anos, nunca experimentou uma sociedade justa, saudável e equilibrada. Mas, isso se deve ao fato de que aqui sempre se praticou a politicagem e não a verdadeira “política”.
 
Cresce também no País, diante da atual crise institucional, o número de pessoas que confirmam a intenção de não votar, votar em branco ou anular o voto nas próximas eleições.
Assim como tais pessoas, também estou enojado com a classe política brasileira, reconhecendo que os níveis de canalhice dos nossos políticos nunca foram tão elevados como acontece agora. Ou melhor, como está sendo revelado agora.
 
No entanto, a atitude do eleitor em abdicar do direito de participar do processo eleitoral, abrindo mão de indicar os candidatos que considera os melhores para os cargos em disposição, não solucionará o problema. Penso até que o agravará.
 
A omissão do cidadão de bem em votar só contribuirá para aumentar as possibilidades dos corruptos se perpetuarem no poder, pois eles compram votos e não lhes faltarão eleitores corrompidos dispostos a mercadejar seus votos por dinheiro, por algum favor ou pela promessa de alguma vantagem de cunho pessoal.
 
A lucidez é a melhor ferramenta a ser utilizada em um momento de crise, de desespero e de perigo. E o Brasil nunca precisou tanto de brasileiros conscientes de seu dever, para consigo mesmo e para com as gerações futuras, do que no atual momento, para impedir que a canalhada continue mandando, quer dizer, desmandando neste país, cujo potencial é de primeiro mundo, mas ainda vive no subdesenvolvimento.
 
Não se deixe levar pelo sofisma de que se mais da metade do eleitorado não votar ou anular o voto as eleições do próximo ano serão canceladas. Esse discurso está totalmente fora da realidade. Serão eleitos aqueles que conseguirem a maioria dos votos válidos, sejam eles quantos forem.
 
Assim sendo, o eleitor que não votar, imaginando que está se manifestando, estará se omitindo e, com tal gesto, estará prestando um “relevante serviço” aos adeptos da politicalha, pois os políticos corruptos levarão às urnas os seus eleitores e serão eleitos novamente devido à sua ausência.
 
Há um clamor no Brasil por mudanças e quem as deseja deve e precisa participar do processo comparecendo às urnas e escolhendo, na pior das hipóteses, alguém que, mesmo sem ser tão capacitado como poderia ser, é honesto. Assim, afastaremos os corruptos do poder.
 
Não será com sua omissão que acontecerão as mudanças que a nação tanto precisa!


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