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Colunista - Edilson
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Data publicação 18/09/2017
“Não tem jeito com o País!”. Esta tem sido, talvez, uma das frases mais proferidas atualmente, Brasil afora, quando as pessoas acompanham o noticiário pela TV e pelo rádio, ou quando lê as manchetes dos jornais, tantas são as notícias, que se sobrepõem umas às outras, trazendo novas informações sobre as revelações rferentes a corrupção que acontece no “País das Maracutaias”.
 
Aliás, a expressão “maracutaia”, cujo significado é tramoia, falcatrua, negócio ilegal, entre outros termos,  foi criada pelo homem de alma mais pura do Brasil, quiçá do Universo, um santo inexplicavelmente ainda não canonizado, cujo único problema é ser portador de várias deficiências, pois, como ele próprio afirma, “não vê nada, não sabe de nada e não entende nada!”.
 
Mas, voltando ao tema inicial, em cada manhã, ao acordar, o cidadão consciente se questiona sobre qual será o escândalo daquele dia e, mesmo com tal expectativa, invariavelmente, ele se sobressalta ao perceber que os níveis de corrupção se superam, dia a dia, e atingem todas as instituições, inclusive as outrora consideradas sagradas.
 
Nós já sabíamos da corrupção no meio político. Entendíamos como aceitável o fato de alguns políticos serem corruptos. No curso do tempo, tomamos conhecimento de que muitos políticos eram corruptos. Porém, a partir das denúncias de Roberto Jefferson, que resultou no Mensalão, passamos a conviver com o gradativo e constante crescimento no número dos corruptos no meio político, ao ponto de hoje encontrarmos enorme dificuldade para contar nos dedos quem não está enterrado nesse poço de corrupção.
 
E a corrupção produzida pela classe política brasileira fez, faz e ainda fará, por muitos anos, destruição de tal proporção que, comparado a ela, o furacão Irma não passa de uma simples brisa no final de uma tarde de verão.
 
Se isso já não bastasse, a corrupção não se limitou à classe política. Como o câncer que é, ela se alastrou e continua se alastrando por todos os setores e segmentos da sociedade, não poupando sequer a Igreja.
 
Em um cenário onde os poderes encontram-se apodrecidos, enquanto vereadores, prefeitos, deputados, senadores, governadores e o presidente da República fazem dos cofres públicos uma extensão do próprio bolso, juízes, desembargadores, ministros das cortes superiores, vendem sentenças, tornam acordos em negociatas, legislam em benefício de protegidos e, assim, corrompem e ofendem mortalmente a Justiça.
 
Em meio ao caos moral estabelecido, o que se vê são empresas e empresários sonegando impostos, negando direitos aos empregados, roubando e enganando clientes; empregados roubando o patrão e prejudicando aos colegas de trabalho; funcionários públicos envolvidos em esquemas fraudulentos; líderes religiosos pregando heresias, extorquindo seus fieis e cometendo ilícitos e crimes sexuais; médicos negando o juramento de Hipócrates, preferindo o de hipócrita, e tantas outras atitudes ilegais e imorais, como se fosse obrigado praticar a corrupção.
 
A própria família, que mereceu o título de “célula mater da sociedade” tem sido vítima de uma avassaladora campanha, cujo objetivo é subverter seus princípios e valores, furtando dela sua antiga riqueza moral, esfacelando-a, ridicularizando-a e pervertendo-a.
 
Justifica-se, sim, a aludida certeza de muitos de que não existem soluções para se consertar o Brasil, apesar de toda a sua potencialidade para se tornar o maior e mais próspero país do Mundo.
 
O monstruoso espetáculo que é exibido diante dos nossos olhos, a cada dia com mais intensidade e requintes de crueldade, paulatinamente desacredita o verdadeiro cidadão, um ser estranho em sua própria terra, que ainda nutre legítimos conceitos de justiça e verdade e  ousa em cometer a honestidade.
 


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