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Colunista - Edilson
Mudança
Data publicação 05/06/2017
O que mais se ouve falar no Brasil nos últimos anos, principalmente a partir do início da Operação Lava Jato, seja nas redes sociais, nos encontros com amigos, nas reuniões de família, nas festas, nos churrascos ou no bate-papo na esquina, é sobre a necessidade de ocorrerem mudanças em nosso país.
 
O brasileiro tem pedido mudanças na política, mudanças na relação patrãoempregado, mudanças na previdência social, mudanças na atuação da Justiça, mudanças no trânsito, mudança na Educação, mudanças no relacionamento entre pais e filhos, mudanças nas taxas de juros, mudanças de comportamento, enfim... A palavra do momento é “mudança”!
 
No entanto, basta observarmos as atitudes das pessoas para concluirmos que elas estão cobrando mudanças “nos outros”, mas não se mostram dispostas a fazer uma autocrítica e estabelecer mudanças em seus próprios conceitos (ou preconceitos) e em seus procedimentos.
 
As principais mudanças pedidas estão voltadas para a “política”, com praticamente todos os brasileiros pedindo mudanças na Presidência da República, no Senado, na Câmara dos Deputados, nas assembleias legislativas e mudanças no próprio município, apesar dos atuais prefeitos e vereadores terem sidos eleitos em outubro do ano passado.
 
E nós manifestamos nossa revolta, querendo a cassação do Michel Temer, do Aécio Neves, do Renan Calhorda, quer dizer, Calheiros, do Fernando Pimentel, do deputado fulano, do senador sicrano, do ministro beltrano... A prisão do Lula!...
 
Só que nós nos esquecemos de que, com exceção do Lula, todos os demais ocupantes de mandatos não usurparam aqueles cargos!... Todos eles foram escolhidos e eleitos para estarem onde estão, de forma democrática, conforme estabelecido pela Constituição Federal e segundo as regras estabelecidas pela Justiça Eleitoral, escolhidos pela vontade soberana do povo!... Esse mesmo povo que, agora, grita pelos quatro cantos e pelas ruas, pedindo mudanças e a cabeça dessa plêiade de corruptos!
 
Foram essas mesmas pessoas que pedem por mudanças que elegeram Lula, Dilma, Aécio, Sarney, Renan, Fernando Pimentel, Collor, Eduardo Cunha e tantos outros ladrões. Não vou nem citar os nossos Ronilson, Ricardo Gusmão, João Bosco, João Angola e outros mais, porque perto dos de Brasília e da capital mineira eles são simples “pés de chinelo”.
 
A maior de todas as mudanças que precisam ser implantada no Brasil, o mais urgentemente possível, não é a simples troca do presidente, dos governadores, dos senadores ou dos deputados. Também não é a mudança na previdência, nos índices dos juros, no valor do salário mínimo, nas leis ou nas regras do futebol!... A mudança que poderá promover todas as mudanças com as quais tanto sonhamos é a mudança na nossa maneira de exercer a nossa cidadania.
 
Para termos o Brasil com o qual tanto sonhamos e que gostaríamos de legar aos nossos netos e bisnetos é fundamental uma profunda mudança em cada um de nós, tratando as principais questões nacionais com a importância que elas exigem.
 
Enquanto os brasileiros continuarem achando mais importante ler as páginas policiais, esportivas, as colunas de fofocas de nossos jornais, e considerarem mais importantes assistir ao Big Brother, as novelas da Globo, os programas do Faustão, do Sílvio Santos, do Luciano Huck a acompanhar os programas jornalísticos, vamos continuar elegendo os calhordas.
 
Digo mais, enquanto continuarmos a negociar o nosso voto em troca de favores, amizade, promessa de emprego, exames médicos, consultas, cirurgias, receitas, sacos de cimento, telhas de amianto, cestas básicas ou um punhadinho de dinheiro, ao invés de votar em pessoas sérias, honestas e competentes, não haverá mudança capaz de tornar este gigante que há 517 anos permanece “deitado eternamente em berço esplêndido” na “mãe gentil” com a qual tanto sonhamos.
 


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