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Colunista - Edilson
Carmen
Data publicação 22/05/2017
“Carmen” é um nome forte!... Aliás, um nome com forte ligação às artes.
 
Este é o nome da novela escrita em 1845 pelo historiador e escritor francês Prosper Mérimée, que inspirou o compositor Georges Bizet, também francês, a compor a ópera que recebeu o mesmo nome.
Por sua vez, a obra de Bizet acabou sendo levada para as telas, em 1948, com o filme “Os amores de Carmen”, estrelado por Rita Hayworth, uma das mais lindas e sedutoras estrelas produzidas por Hollywood, que seria refilmado em 2002, apenas com o título “Carmen”, tendo a atriz espanhola Paz Veja no papel principal.
 
Este é, também, o nome artístico de Maria do Carmo Miranda da Cunha, ou melhor, Carmen Miranda, nascida em Portugal, mas sempre preferiu ser chamada de brasileira, quem com apenas 152 centímetros de altura, conquistou Hollywood, sendo a primeira atriz sulamericana a ser homenageada com uma estrela na Calçada da Fama.
 
“Carmen” também poderá ser o nome da próxima pessoa a ocupar a Presidência da República Federativa do Brasil, caso o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) condene a chapa “Dilma-Temer” ou, em caso de absolvição, ganhe corpo a proposta defendida pelo deputado federal Alessandro Molon (Rede-RJ), que protocolou, ainda na noite de quarta-feira, 17, um novo pedido para abertura de processo de impeachment do presidente Michel Temer (PMDB), após a revelação das gravações feitas pelo empresário Joesley Batista, dono da JBS, com o peemedebista dando aval para “compra de silêncio” do ex-deputado Eduardo Cunha.
 
Eu explico!... Conforme determinado pelo STF, quando a corte suprema foi consultada quanto ao fato do senador Renan Calheiros, então presidente do Senado, continuar no cargo após ser réu em vários processos, ele poderia presidir o Senado, porém, não poderia ocupar a Presidência da República, em caso de afastamento ou cassação de Michel Temer.
 
Como determina a Constituição, no caso de afastamento ou cassação do Presidente da República, o cargo é ocupado pelo vice-presidente, o que acontece atualmente, após o impeachment de Dilma. Nesta situação, o primeiro na linha sucessória é o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, investigado pelo STF e, portanto, impedido de ocupar a Presidência, situação semelhante à do presidente do Senado, a quem caberia ocupar o cargo no impedimento do presidente da Câmara.
 
Assim, sendo, de acordo com a Constituição, a Presidência da República, neste caso, será exercida pelo presidente do STF, cargo exercido atualmente pela mineira Carmen Lúcia que, para o bem do bom português, não se diz “presidenta”.
 
Infelizmente, o “reinado” de Carmen seria curto!... Como reza a Constituição Federal, se os cargos de presidente e vice-presidente da República ficarem vagos antes do final do segundo ano do mandato, seria marcada uma nova eleição no prazo de até 90 dias. Porém, como já estamos no terceiro ano de mandato, caso Temer seja afastado, o texto constitucional determina que o Congresso Nacional realize uma eleição indireta, tendo os deputados e senadores como eleitores, dentro de 30 dias, para eleger os novos presidente e vice-presidente, que permaneceriam no cargo até o fim do mandato, ou seja, até janeiro de 2019.
 
Assim sendo, se o supositório... Quer dizer... Se a minha suposição vier a ocorrer, a ministra Carmen Lúcia permanecerá como presidente da República por apenas 30 dias, prazo muito curto para tomar as medidas que, acredito eu, ela teria coragem para tomar.
 
Com isso, se Temer sair, caberá a um bando de ladrões escolher, entre os membros da quadrilha, o mais ardiloso para governar ou desgovernar o Brasil até a posse do novo presidente eleito pela soberana vontade do povo, no dia 07 de outubro do ano que vem.
 


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