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Colunista - Edilson
Prostinstituição
Data publicação 02/05/2017

Uma sociedade forte é formada por cidadãos conscientes, tanto de seus direitos como de seus deveres, e de instituições reconhecidas e respeitadas pela população. Infelizmente, nenhuma das duas situações acontece no Brasil.

Em outras oportunidades já escrevi sobre a corruptibilidade do brasileiro, adepto do tradicional “jeitinho” e fiel cumpridor da “Lei de Gerson”, sempre determinado a levar vantagem em tudo, mesmo que, para isso, infrinja as demais leis.

Lembro ter discorrido sobre a “pequena corrupção”, ações corriqueiras do cotidiano brasileiro, praticadas por quem ainda não teve a oportunidade de poder praticar a “grande corrupção”. Mas, hoje, o assunto são as nossas instituições!

Seria maravilhoso se nós, brasileiros, pudéssemos acreditar nas instituições existentes em nosso país. Mas, infelizmente, todas... Isso mesmo!... Todas as instituições do Brasil estão enlameadas pela corrupção, pequena e grande, e perderam a confiança das pessoas que pensam nesta Terra de Santa Cruz.

É mister observar que a corrupção não é privilégio da classe política!... Ela atingiu todas as instituições brasileiras, inclusive a outrora imaculada “Igreja”, instituição que, até poucas décadas era reputada como um dos bastiões da moralidade. No entanto, o que assistimos hoje, em nada permitiria à Igreja ostentar tal rótulo.

Provas do que alego são as notícias que surgem dos quatro cantos do nosso país, falando sobre padres cometendo adultério ou adeptos à pedofilia e ao homossexualismo, protegidos pelo escudo do corporativismo. Tais fatos também acontecem no meio evangélico, grupo que acolhe os pastores “mega stars”, que pervertem completamente as mensagens bíblicas e inventam milagres, com o intuito de roubar dinheiro e bens de desesperados fieis, vítimas também da própria ignorância.

Se a corrupção atingiu a outrora imaculada Igreja, antes, alcançou o Poder Judiciário, setor responsável em defender, preservar e estabelecer a “justiça”, que um dia foi cego, mas, hoje, obedece a muitas ganâncias.

Aliás, não é “hoje”!... Afinal, há muito já se questiona o uso de pesos desiguais para julgamentos semelhantes, quando a balança pendeu favoravelmente ou, no mínimo, com mais complacência para o maior, o mais forte, o mais rico, o mais influente ou o mais importante.

Da corrupção no Judiciário Brasileiro, exemplo maior é Nicolau dos Santos Neto. Mas tomamos conhecimento, vez ou outra, através da imprensa, de juízes envolvidos em assassinatos e em venda de sentenças.

O pior, no entanto, é que quando tais são julgados e confirmada sua culpabilidade, recebem como “severíssimo” castigo a dura pena de uma aposentadoria compulsória, que os “condenará” a receber o mesmo salário dos juízes da ativa pelo resto de suas vidas.

Curiosamente, neste País da Corrupção, quando surge alguém sério, decidido a cumprir suas responsabilidades e as atribuições do cargo ocupado, como acontece com o juiz Sérgio Fernando Moro, ele é tido como uma exceção à regra. Exceção por agir exatamente como “todos” deveriam atuar.

Triste é saber que suas ações fogem tanto ao praticado ao ponto de membros das cortes superiores considerarem seus atos abusivos e, se a injustiça já não fosse tanta, como vemos acontecer agora, erguem-se as “forças do mal” para estabelecer novas regras visando criar barreiras que o impedirão de alcançar os principais artífices do maior esquema de corrupção já ocorrido em toda a História da Humanidade.

Muito já se falou, nos últimos anos, que a operação Lava Jato mudou o Brasil. Eu gostaria muito de poder acreditar nisso, pois, na minha opinião, esta operação não mudou o Brasil, apenas “revelou” o Brasil que sempre existiu e continuará existindo, diante da falta de instituições com retidão e seriedade necessárias para promover as mudanças com as quais sempre sonhamos.

 


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