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Colunista - Edilson
Sem graça!
Data publicação 10/04/2017
O mundo de hoje perdeu a graça!... Com o advento do “politicamente correto”, tudo o que era gostoso e divertido, agora, é proibido e nós somos obrigados a viver sob o exacerbado controle de inúmeras regras e normas de conduta, sob o rótulo da “ética”.
 
O grupo de profissionais que mais tem sofrido com a instituição da “ditadura” do politicamente correto é o dos humoristas que, atualmente, precisam consultar sua assessoria jurídica para saber se as piadas que pretendem incluir em seus novos shows não irão expô-los a uma provável ação judicial, ajuizada por determinadas instituições.
 
O saudoso humorista Costinha, que fazia seu público rolar de rir com suas excelentes piadas e histórias sobre “bichinhas”, hoje, certamente estaria na miséria, se não tivesse condenado a uns 400 anos de cadeia.
 
Não sei como, até agora, nenhum grupo decidiu processar o cadáver de Chico Anísio, por suas “agressões”, como seus personagens “Painho”, “Haroldo, o Hétero”, “Boris”, “Dr. Rosseti”, todos homossexuais. 
 
Hoje em dia, o coitado do humorista não pode mais trabalhar!... Por isso, os programas humorísticos das nossas TVs estão cada vez mais fracos. As antigas e hilariantes piadas sobre português, turco e judeu, hoje, podem gerar processo na Justiça sob a acusação de xenofobia; as piadinhas sobre negros e índios, geram denúncias por discriminação racial; fazer piadinha sobre “veado” é homofobia!...
Uai!... Vamos fazer piadas sobre o quê?... Só sobraram as de papagaio, sogra e de caipira!... Hum... Será que ainda pode fazer piada sobre caipira?... Melhor, não!... Vai ver que criaram a Sociedade Protetora dos Caipiras!...
 
Até mesmo o tratamento que sempre dávamos a nossos amigos negros, chamando-os de “Negão”, mesmo eles não se importando, está suspenso, pois, antes de proferirmos o apelido com o qual nosso amigo jamais se sentiu diminuído ou ofendido, necessariamente, somos obrigados a olhar ao redor e conferir se não existe outro afrodescendente por perto, que nos traga o risco de se sentir ofendido e nos leve às barras da Justiça.
 
Outra situação na qual se exige os cuidados exigidos pelo politicamente correto se refere aos adolescentes envolvidos na criminalidade. Eles traficam, matam, furtam, assaltam, sequestram e estupram, muitas vezes com mais requintes de crueldade que muitos bandidos famosos, mas nós não podemos ousar chamá-los de criminosos, bandidos, marginais ou delinquentes. Eles cometem crimes como “gente grande”, mas a “cláusula pétrea” do politicamente correto nos obriga a referirmos a eles como “menores infratores”, como se esse tolo tratamento tivesse a magia de transformar esses monstrinhos em anjinhos.
 
Como se o termo utilizado pudesse curar as pessoas, passaram a exigir que pessoas com alguma deficiência física ou mental passassem a ser chamadas de “portadores de necessidades especiais” e, ainda, promoveu-se uma distribuição de novos tratamentos para atender a situações específicas. Assim, o cego passou a ser chamado de “deficiente visual”, o surdo de “deficiente auditivo”, o maluco de “portador de transtornos mentais”, pessoas com algum tipo de paralisia nos membros inferiores, se tornaram “pessoas com dificuldade de locomoção”.
 
Ficou muito chique, não é?... Mas, aí eu lhe pergunto!... A mudança promovida com esses novos tratamentos curou quantas pessoas?... Os novos termos fez acontecer em quantos milagres?
Por todas essas baboseiras, criadas certamente por quem deixa de usar seu tempo em efetiva defesa dos ofendidos e fica tentando criar termos inócuos, a cada dia que passa o nosso mundo está ficando mais chato, mais imbecilizado, onde tudo não pode, tudo é proibido.
 
Do jeito que a coisa anda, não se assuste se, em algum momento, alguém ao seu lado, ao jogar algum trocado no Jogo de Bicho, virar-se para o cambista e disser assim: “Aí, joga R$ 2,00 no seguinte terno: porco, leão e homossexual!”.


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