tv semana grupo semana
     

PUBLICIDADE

Colunista - Edilson
Intervenção
Data publicação 13/02/2017
Uma dessas fotos compartilhadas pelos usuários do site de relacionamento Facebook, trazia os seguintes dizeres: “Alagou? Chama o Exército! Seca? Chama o Exército! Dengue? Chama o Exército! Caos urbano? Chama o Exército! Políticos destruindo o País? Chama o... Aí, não!... Isso é ditadura!”.
 
Apesar de irônica, a postagem acaba dando a oportunidade de voltar a refletir, aqui neste espaço, como o fiz na edição do dia 04 de dezembro do ano passado, abordando a crise institucional instalada no Brasil, com o título “intervenjá”, na qual expuz meu ponto de vista quanto à necessidade de se fazer uma intervenção em nosso País, que prefiro chamar “intervenção branca”.
 
Alguns amigos, pessoas sérias, pelas quais tenho grande respeito, ao ouvirem tal afirmação de minha parte a consideram algo absurdo, inaceitável, um verdadeiro retrocesso.
 
Ciente do quanto o tema é polêmico, tento esclarecer que não estou desejando ou apoiando a instalação de um regime ditatorial e autoritário, como a palavra “intervenção”, no Brasil, leva as pessoas a interpretarem.
 
Segundo o dicionário Aulete, a palavra “intervenção” tem como um de seus significados o seguinte: “Ato que permite ao poder central intervir num estado da federação, ou ao governo estadual fazer o mesmo em relação ao município, em função de grave irregularidade”. A intervenção pode ocorrer, ainda, por parte do Poder Judiciário, diante de sérias e graves irregularidades, em instituições e, até mesmo, junto a órgãos públicos e nos poderes públicos.
 
Aí, eu pergunto!... Existe situação de maior irregularidade do que estamos assistindo acontecer no Brasil, nos últimos anos?... Existe irregularidade maior do que estamos assistindo nas atitudes dos três poderes constitucionais?
 
Como já havia escrito, a simples substituição da pessoa que exercia a Presidência da República não traria solução para os problemas do Brasil, pois as instituições estão corrompidas, com os principais cargos de poder neste país sendo ocupados por corruptos ou pessoas perigosamente ligadas aos envolvidos nos esquemas de corrupção que têm matado milhares de brasileiros a cada ano.
 
A intervenção que defendo não é exclusivamente militar, mas comandada por um grupo de pessoas reconhecidamente capazes e honestas, de vários setores da sociedade, com o compromisso de promover todas as reformas necessárias, como a política, a tributária, a do judiciário e das leis que promovem tantos benefícios a criminosos que acabam incentivando o crime. Certamente, esta intervenção necessariamente, precisaria do apoio das forças armadas, mas sem o governo dela.
 
Findo esta tarefa, estabelecendo-se o prazo de três, quatro ou cinco anos, se restabeleceria o sistema plenamente democrático, promovendo eleições em todos os níveis, diante de um novo sistema, contrário ao atual que só nos permite tentar votar no “menos pior”.
 
Para quem sente arrepios quando se fala nas forças armadas, é bom lembrar que, durante o regime militar, tínhamos melhor Educação, melhor Saúde, melhor Segurança Pública, melhores estradas e a Petrobras se fortaleceu, sendo orgulho de todos nós, ao contrário da vergonha que é hoje.
 
Que pena!... O espaço acabou!... Bem... Eu volto a falar sobre este assunto!


Mudar de colunista:

FALE CONOSCO
grupoasemana@gmail.com
333322-1212
RUA JOAO DA SILVA ARAUJO, Nº 8 - SL304
CENTRO | CARATINGA-MG


Copyright JORNAL A SEMANA - © 2018 - Todos os direitos reservados.