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Colunista - Edilson
Pralamentar, mesmo!
Data publicação 28/01/2017

Este ano, a minha proposta para esta coluna, diante da serenidade e sobriedade próprias a quem atinge os 60 anos de idade, era dar um tom mais ameno às minhas crônicas, passando das pesadas criticas aos elogios e mensagens positivas.

No entanto, isso não está sendo permitido e, por ser assumidamente contrário à tudo que na minha ótica promove a injustiça, vejo-me obrigado a tecer críticas ao absurdo produzido pelas instituições criadas para promover e advogar o genuíno interesse da população.

Durante o ano passado, não poucas vezes, afirmei que as eleições proporcionais que aconteceriam e aconteceram em 02 de outubro, quando o eleitorado estaria comparecendo às urnas para escolher os novos integrantes das câmaras municipais, na verdade, não seria a eleição de representantes da população, mas um “concurso público”, que estaria oferecendo empregos muito bem remunerados, pelo prazo de quatro anos, podendo ser renovável por igual período por quantas vezes fosse possível. E isso está confirmado!

Comprovando não possuírem nenhuma preocupação verdadeira com a situação dos menos favorecidos ou com aqueles de cujo suor saem os recursos para lhes pagar os salários e as benesses do poder, os 17 vereadores da Câmara Municipal de Caratinga, além de iniciarem o mandato tirando férias, o recesso parlamentar, assistem de camarote à situação dos servidores municipais, até hoje sem receber os salários referentes a dezembro do ano passado, sem o menor interesse em buscar junto ao prefeito uma solução para o problema.

Vale lembrar que a crise financeira vivida pela Prefeitura e o bloqueio dos repasses do FPM, alegações para o não pagamento do funcionalismo, não atingiram aos 17 vereadores. Todos eles já receberam os salários de janeiro, mesmo sem trabalhar, e já têm garantidos os salários do próximo mês, enquanto pais de família se desesperam por não poder colocar o alimento de seus filhos à mesa, por não terem recebido o salário referente a um mês trabalhado. Vale lembrar que os vereadores só voltam a trabalhar em 15 de fevereiro.

Houvesse interesse real em ajudar a quem precisa, os vereadores poderiam abrir mão de receber seus subsídios deste mês e repassá-los ao Chefe do Executivo, adiando o pagamento para outro momento, permitindo ao Chefe do Executivo pagar, pelo menos, parte dos salários de quem recebe o mínimo. Além disso, poderiam, os “representantes do povo”, promover uma reunião emergencial, discutindo-se a possibilidade de dar permissão ao atual governo contrair empréstimo para saldar a Folha de Pagamento em atraso.

Mas, pedir para nossos vereadores para pensar no sofrimento dos outros, reconheço, já é querer demais. Afinal, como esperar gestos nobres de uma Câmara que possui um de seus membros atrás das grades, preso preventivamente por fazer parte de uma quadrilha especializada em extorsão?... Aliás, este “nobre” edil teve a “competência” de envergonhar toda a cidade, pela forma como colocou o nome de Caratinga no noticiário nacional.

Em mandatos anteriores, era comum ouvirmos alguém afirmar que não existia câmara de vereadores pior do que aquela. Foi assim com a legislatura passada!... Os atuais vereadores, em menos de um mês, estão provando o contrário!


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