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Colunista - Edilson
Dores
Data publicação 12/12/2016
Foi justificável a dor e as inúmeras homenagens ocorridas pela morte de 71 passageiros no acidente ocorrido à 1h15min do dia 29 de novembro com o avião no qual viajava a delegação da Chapecoense, afinal, o ocorrido interrompeu vidas, sonhos, projetos e carreiras, além de dilacerar o coração de todos os seus amigos, fãs e familiares.
 
Porém, é injustificável o descaso dos milhões de brasileiros para com a morte e os sofrimentos de milhares e milhares de brasileiros, vítimas dos crimes praticados pelos políticos e agentes públicos deste país, sustentados pelo dinheiro arrancado do suor do cidadão, ao qual negam serviços básicos, benefícios, direitos constitucionais e, até mesmo, justiça.
 
Não podemos considerar menor que a dor resultante do acidente da delegação da Chapecoense, cujas ações de conforto, apoio e amparo vêm de todos os lados e partes do Mundo, o sofrimento e angústia das milhares de pessoas que, a cada ano, morrem nas filas dos hospitais à espera de medicamentos, exames, cirurgias e atendimentos médicos, aos quais têm direito por lei e, infelizmente, nunca chegam a tempo.
 
Dói muito mais que a justificada dor sentida pela queda do avião da LaMia, a sentida por milhões de brasileiros, ao se verem impotentes em assistir o definhar de filhos, esposas, maridos, pais e irmãos, corroídos por doenças, diante da falta do necessário e possível atendimento médico, que não recebem porque os recursos financeiros se escoaram pelo ralo da corrupção ou foram gastos na manutenção da ineficiente e inoperante “máquina administrativa”.
 
Foram lindas, emocionantes e elogiáveis as manifestações de luto, dor e consternação mostradas pela imprensa ou publicadas pelas redes sociais nos dias posteriores ao trágico acidente aéreo. Apesar de toda a comoção, nada disso será capaz ou suficiente para reverter o acontecido.
 
No entanto, o povo brasileiro que se uniu para chorar a mesma dor, tem o poder de, também unido, modificar a sorte de milhares de pessoas que se encontram às portas do momento fatal, dando-lhes as condições e a necessária chance de se preservar a vida.
 
O primeiro passo neste sentido seria fugir da omissão, evitando abrir mão do direito do voto, como mais de um terço dos eleitores fizeram nas eleições deste ano, ou decidindo parar de vendê-lo por alguma promessa, ajuda ou favor.
 
O simples gesto de “não votar” não impede que os políticos corruptos ascendam ao poder, pois eles tem a seu favor os eleitores que se vendem, aos quais compram com o dinheiro das mutretas por eles engendrados. Enquanto isso, deixariam de ser eleitos os poucos políticos honestos, exatamente pela falta dos votos negligenciados pelos omissos.
 
Ao contrário disso, para se vingar dos políticos que têm zombado do povo, roubando os recursos destinados às melhorias e aos serviços em favor do cidadão, e desrespeitado as leis para se perpetuarem no poder, use a arma mais temida por eles: o seu voto!
 
Eleja outros e, assim, você estará contribuindo para evitar que milhares de pessoas continuem morrendo à espera de justiça e das promessas feitas e jamais cumpridas.  
 


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