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Colunista - Edilson
Intervenjá
Data publicação 04/12/2016

Tenho certeza de que serei bombardeado por críticas, vindas de todos os lados, e talvez acabe sendo processado, pelo teor da crônica desta semana, acusado de estar fazendo apologia a um golpe de estado, mas, como cidadão honesto, trabalhador, responsável, obediente às leis e cumpridor dos meus deveres, sinto-me no dever e no direito de, diante da crise institucional instalada no Brasil, onde os poderes estão mais podres do que nunca, em enxergar como única solução para o caos instalado no nosso país uma intervenção.

Quem me conhece e lê meus escritos, nesta coluna, sabem o quanto sou contrário aos governos ditatoriais, entendendo ser a filosofia democrática a que mais se aproxima da justiça. Assim, compreendem o quanto relutei em afirmar isto.

Ocorre que a degradação e a infiltração da corrupção nos poderes constituídos atingiu tal nível que não cabem mais remendos ou condições para as necessárias reformas nesse sistema, se para tal ela precisar ser construída, analisada, votada e aprovada pela nefasta casta que ocupa o poder neste país.

Não quero as forças armadas no poder!... Mas, a intervenção que cobro, para poder alcançar todos os seus objetivos e efeitos, necessariamente, precisará ter o respaldo e amparo das forças armadas, situação necessária para se proceder todas as mudanças suficientes a resgatar a confiança de um povo por demais cansado de ser roubado, inclusive em sua esperança.

Para quem torce o bigode ao ouvir falar em “intervenção”, como sempre fiz até agora, vale lembrar que durante os poucos mais de 20 anos do regime militar, instalado para impedir o comunismo no Brasil, tínhamos melhor qualidade na Educação, nos serviços de Saúde, Segurança Pública, mais investimentos em transporte e a Petrobras, hoje vergonha, era orgulho nacional.

Para piorar o que já é desgraça, apesar de pagarmos cada centavo que entra nos bolsos dos membros dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário em todas as suas esferas, somos obrigados a vê-los nos humilhando através de esquemas engendrados na calada da noite, para tornarem-se impunes aos crimes por eles cometidos.

Ora!... Entregar a relatoria de um projeto cuja proposta é coibir e penalizar a corrupção às mãos de uma pessoa investigada justamente por possível envolvimento em esquema de corrupção é, no mínimo, escarnecer da inteligência do cidadão.

É, no mínimo, muito difícil, para não dizer impossível, acreditar em punição quando aos autores dos crimes cabe o direito de elaborar as leis para suas próprias punições.

E a situação piora ainda mais quando tais crimes, ao serem encaminhados à apreciação das instâncias superiores, serão julgados por aqueles que foram nomeados pelos próprios criminosos.

As profundas e necessárias mudanças, tão insistentemente cobradas por nós, cidadãos de bem, só serão possíveis de acontecer se feitas por uma comissão interventora, formada por pessoas honradas, probas e idôneas, amparada por uma força suficiente a lhe permitir levar a cabo a sua sagrada missão.

Finda tal tarefa, nós brasileiros que amamos nossa pátria, estaremos em perfeitas condições para iniciarmos a construção de uma verdadeira democracia e transformar o Brasil em uma grande e justa nação.


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