tv semana grupo semana
     

PUBLICIDADE

Colunista - Edilson
Necessário
Data publicação 24/10/2016
Não votei no Temer, afinal, eu não votei na Dilma! Mas, estou torcendo muito para que as medidas que estão sendo tomadas pelo atual governo deem certo, afinal, disso depende o futuro do Brasil e a esperança de melhores dias, senão para nós, para as futuras gerações, que incluem nossos filhos e netos.
 
Quem me conhece sabe que sou totalmente favorável às manifestações populares, porém, elas não podem acontecer por acontecer. Elas precisam ter um propósito claro e definido, repudiando algo que esteja acontecendo por acontecer, apresentando o melhor caminho, a melhor solução. Eu não posso querer parar algo que julgue errado sem apresentar uma proposta melhor para solucionar o problema gerador da medida que eu repudio. Se eu aponto um erro, tenho a obrigação e a responsabilidade de apresentar o caminho certo.
 
Por isso, não posso apoiar e aprovar as manifestações, ocorridas no Rio de Janeiro e em São Paulo, contra a PEC 241, que estabelece limites para a redução dos gastos públicos, por entender que ela é necessária. Manter o desequilíbrio estabelecido pelos governos anteriores, certamente, levará o País, que atravessa uma gravíssima crise financeira, ao verdadeiro caos.
 
Reconheço que as medidas impostas pela PEC 241 são muito duras, mas elas são o remédio amargo que poderá salvar o paciente ou impedi-lo de entrar em falência múltipla dos órgãos, já em quase estado de infecção generalizada.
 
Assim como desaprovo as recentes manifestações, lamento muito o fato de grande parcela da população estar torcendo pelo fracasso do atual governo, por sinal legítimo, como se estivéssemos assistindo a uma simples partida de futebol e não participando de um dos mais delicados momentos da história do País, colocando o interesse partidário e pessoal à frente do interesse coletivo, sem perceber que, na verdade, estão torcendo e contribuindo para a derrota de todos.
 
A idiotice da paixão político-partidária tem o poder de tornar as pessoas irracionais e inconsequentes, a ponto de torcer para o fracasso de um governo, de uma administração, não conseguindo compreender que isso resultará em prejuízo para todos e, até mesmo, no sofrimento e na morte de dezenas, centenas e milhares de pessoas, na medida em que a falência ou ruína do Estado tem reflexos diretos nos serviços disponibilizados à população, como Saúde, Educação, saneamento básico e segurança pública.
 
Os prejuízos resultantes desta “cegueira” também afetam as instituições de iniciativa privada e, ao reduzir os resultados desse setor, gera desemprego e a consequente queda no consumo que, por sua vez, gera mais desemprego, tornando-se uma bola de neve e colocando em acentuado declínio a economia do município, do Estado e da União, derrubando a todos, como se fossem as enfileiradas peças de um jogo de dominó.
 
O momento não é de se dividir ou subtrair, mas de somar e multiplicar!... De unir esforços e compreender a necessidade de passarmos por mais uma etapa de sacrifícios, pagamentos caros, muito caros pela nossa incompetência em deixar o poder chegar às mãos de pessoas inescrupulosas, como nunca antes, em toda a história deste País, existiu.


Mudar de colunista:

FALE CONOSCO
grupoasemana@gmail.com
333322-1212
RUA JOAO DA SILVA ARAUJO, Nº 8 - SL304
CENTRO | CARATINGA-MG


Copyright JORNAL A SEMANA - © 2018 - Todos os direitos reservados.