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Colunista - Edilson
Os meios
Data publicação 29/08/2016
Embora ela não seja encontrada em suas obras literárias, nem mesmo no livro “O Príncipe”, a mais conhecida delas, a frase “os fins justificam os meios” é atribuída ao historiador, escritor, diplomata, filósofo, estadista e político italiano Nicolau Maquiavel, de quem deriva o termo “maquiavélico”, usado para identificar pessoa ardilosa, astuta, habilidosa em arquitetar friamente atos de má-fé.
 
Nunca comunguei com essa frase que na opinião da maioria vai exatamente de encontro ao pensamento de Maquiavel. Aliás, discordo totalmente dela, entendendo que existem determinados meios que jamais deveriam ser usados, independente da grandiosidade do objetivo pretendido.
 
A mania de meu pai, tão “démodé” nos nossos dias, de valorizar a verdade e se negar em transigir com a mentira, seja qual fosse a situação, mesmo diante do risco de prejuízo, me ensinou a pensar assim. E, segundo minha compreensão, não se pode produzir bons frutos de uma semente má. Por isso, a conquista, por mais grandiosa que aparentemente ela possa ser, dependendo dos artifícios e meios usados para alcançá-la, na verdade, não será mais do que uma derrota e de forma alguma honrará o vencedor.
 
Neste início de campanha eleitoral em Caratinga, já se torna evidente a intenção da maioria dos concorrentes em usar mão dos instrumentos e meios que lhe vier às mãos para alcançar a vitória no dia 02 de outubro.
 
Já correm pela cidade as enxurradas de mentiras, lançadas com o desejo de causar o maior dano possível aos seus adversários, erroneamente, encarados como inimigos, não se poupando os golpes mais baixos possíveis e imagináveis.
 
Infelizmente, nem mesmo a crise em que o País foi lançado, por uma quadrilha para a qual o objetivo do enriquecimento ilícito justifica a quase falência imposta à nação, parece ter conseguido sensibilizá-los.
 
E isso me faz acreditar que, na posição daqueles, fosse lhes dado o poder, de forma diferente não agiriam e isso só ainda não fizeram porque a oportunidade e a ocasião ainda não tiveram.
 
Na inocência de quem não se doutorou em Maquiavel, acreditei que iríamos ter um pleito disputado de forma madura, quando a vitória passaria na escolha dos melhores projetos e propostas.
 
Para minha frustração, vejo que nada será diferente!... Talvez os nomes sejam outros, mas os atores desse palco continuarão usando as mesmas táticas, as mesmas astucias, as mesmas artimanhas por muitos criticadas, mas, para eles, ainda tão eficientes.
 
Acreditava que a dolorosa queda viesse nos trazer boas lições, levando-nos a refletir e, assim, nos transformando em um povo bem melhor do que éramos.
 
Vejo que me enganei e, embora eu possa estar sendo redundante, vejo-me impulsionado a reconhecer que, tudo indica que, ainda por muito tempo, continuaremos sendo obrigados a escolher entre os maus quem deles for o menos pior.


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