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Colunista - Edilson
Baixaria
Data publicação 22/08/2016
Gosto muito de um debate!... Pena que minha crescente ranzinzice, fruto dos janeiros que se acumulam e não são poucos, esteja me tornando um mau debatedor. Estou mais chato, falando mais alto, perdendo facilmente a paciência... Logo ela, a principal ferramenta do bom debatedor.
 
Mas, mesmo assim, gosto muito do debate, pois entendo que o confronto de ideias é o melhor caminho para podermos avaliar nossa opinião, diante de opiniões contrárias e, também, ter a chance de mudar de opinião, diante de uma argumentação mais consistente que a nossa.
 
O período de campanha eleitoral, no regime democrático, oferece a oportunidade para os pleiteantes aos cargos eletivos apresentarem aos eleitores as suas propostas, suas ideias, seus princípios, seus conceitos morais e suas bandeiras, visando conquistar seus votos através do legítimo convencimento.
 
Além disso, a campanha política dispõe aos candidatos a maravilhosa oportunidade de confrontarem suas plataformas de campanha, seus programas de governo e suas posições diante das principais questões de interesse da população.
 
Por outro lado, ambas as situações, em caso de assim acontecer, dão ao eleitor a possibilidade de avaliar os concorrentes à eleição, de forma criteriosa, e poder escolher o melhor para nele depositar o seu voto de confiança.   
 
Hum... Seria maravilhoso se o processo eleitoral no Brasil transcorresse desta forma, com os eleitores e os candidatos cumprindo o seu papel e os eleitores exercendo o seu sagrado direito de escolha. Tudo isso acontecendo de forma isenta, honesta e responsável.
 
No entanto, infelizmente, a realidade do exercício da política partidária no Brasil é exatamente oposta ao que o espírito do “jogo da democracia” oferece e propõe.
 
Nascemos e vivemos em um país onde o eleitor “vende” o seu voto por um favor ou por um punhado de telhas, sacos de cimento, cestas básicas ou por promessas de emprego, entregando o poder às mãos de um corrupto, de um canalha.
 
Por sua vez, os candidatos, além de promessas vãs, não se dispõem ao debate, ao confronto positivo e construtivo de suas ideias, de seus projetos, de seus programas de governo.
Diante da crise política vivida pelo País e do enorme desgaste sofrido pela classe política, esperava que a atual campanha política, iniciada no dia 16 deste mês, apresentasse uma mudança de comportamento.
 
Ledo engano!... Já nesta primeira semana da campanha, dá para se perceber que a disputa, em Caratinga, tem tudo para ser das mais baixas de todos os tempos, com candidatos e apoiadores usando os meios possíveis, especialmente as redes sociais para atacar seus adversários, com ofensas, mentiras e calúnias.
 
Esperava uma batalha acirradíssima no campo das ideias, mas como estou percebendo, na arena virtual já está ocorrendo uma briga cuja baixaria superaria em muito as ocorridas antigamente nas mais degradantes boates das antigas zonas de baixo meretrício.
 
Infelizmente, o ânimo de candidatos e seus aliados seguindo este curso, até o final deste período eleitoral, o nosso eleitorado não terá outra escolha a não ser escolher, entre os ruins, o menos pior.


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