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Colunista - Edilson
Falácias
Data publicação 08/08/2016
Embora o período oficial para a campanha política para as eleições deste ano só seja iniciado no dia 16, em Caratinga já está aberta a “temporada de mentiras, fofocas e boatos”, lembrando que nossa cidade é conhecida, até mesmo internacionalmente, pelos seus boatos. O “disco-voador do Anor” que, além de toda a imprensa brasileira foi noticiado pelas rádios, revistas e jornais de vários países, não me deixa mentir.
 
Neste vendaval de boatos, os cabos eleitorais profissionais e os correligionários apaixonados pelos seus candidatos, gastam seu tempo e, principalmente, a nossa paciência, disseminando aos quatro cantos da cidade, mentiras arquitetadas com requintes de crueldade, tendo o objetivo de denegrir a imagem dos adversários e, com esse golpe baixo, tentar levantar a moral de seus candidatos.
 
No desenvolvimento de tão desprezível e sórdida tarefa, anunciam indicações e renúncias de candidatos, frases jamais pronunciadas, atos nunca praticados - tanto pelo seu candidato como pelos adversários -, arranjando vícios e defeitos para os oponentes, com a mesma intensidade com que justificam ou escondem os de seus preferidos.
A disputa política, em Caratinga, é fértil na produção de notícias e fatos não comprovados e os famosos resultados de pesquisas nunca publicadas. Embora aconteçam pesquisas forjadas, inventadas e, até mesmo, pesquisas publicadas em jornais falsificados.
 
O pior de tudo é perceber como esse mar das falácias acaba contagiando, ou melhor, contaminando a tantos, inclusive pessoas de bem, que se veem envolvidas e participantes do verdadeiro festival de boatos e, na ânsia de colaborar com a candidatura de seu preferido, acabam entrando de cabeça nessa nociva onda do “ouvi falar”.
 
Para não se tornar vítima desta vocação “boatística”, como diria Odorico Paraguaçu, prefeito de Sucupira da novela “O Bem Amado”, interpretado pelo saudoso Paulo Gracindo e criado pelo também saudoso Dias Gomes, o eleitor que esteja, realmente, preocupado com o desenvolvimento da cidade e o bem estar do seu povo, precisa parar de dar ouvidos à essa antiga prática tão usada nos períodos eleitorais, não atentando para as inúteis fofocas e conversas de botequim.
 
Antes, deve se preocupar em cobrar, dos candidatos e seus boateiros profissionais, propostas consistentes e viáveis para conduzir o município ao tão sonhado desenvolvimento econômico e social e solucionar os inúmeros problemas enfrentados pelo Município e pelos munícipes.
 
Da mesma forma com que deve rejeitar o candidato falaz, o eleitor precisa cerrar seus ouvidos para suas propostas mirabolantes, muito agradáveis aos ouvidos, mas impossíveis de serem realizadas. Também, não deve se satisfazer com as vazias promessas de investimento na Saúde, Educação, Segurança, Habitação e Obras, sempre lançadas ao vento nos palanques, optando pelos candidatos que apresentarem propostas coerentes e realizáveis, mesmo que elas não sejam o tudo desejado e necessário.
 
Antes de simplesmente dar ouvidos aos “cantos da sereia”, ao lhe apresentarem propostas e promessas, pergunte, questione, confronte. Só assim, você poderá conhecer, de fato, quem é o candidato que se apresenta, desmascarando os “santos”, separando o trigo do joio. Então, você poderá fazer a melhor escolha!


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