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Colunista - Edilson
Começa o jogo!
Data publicação 18/07/2016
Pode ir se preparando, pois, dentro de um mês será iniciado o período de campanha eleitoral visando o pleito de 02 de outubro, quando serão escolhidos os próximos prefeitos e aqueles que estarão compondo as câmaras municipais de nossas cidades, pelos próximos quatro anos.
 
Estas eleições serão cheias de novidades. Uma delas é que será a campanha mais pobre da história da democracia no Brasil. Pela primeira vez, os candidatos não poderão contar com as contribuições das empresas, de onde vinham os principais recursos para as campanhas.
 
Para piorar (ou melhorar), a disputa eleitoral pega o País atravessando a sua mais grave crise financeira e, com isso, as doações pessoais, já dificultadas pelas novas regras, encontrarão o empresariado bem menos preocupado com “política partidária” e mais preocupado em conseguir evitar a falência de suas empresas e empreendimentos.
 
Com isso, os candidatos terão enormes dificuldades em custear material de divulgação, contratar os cabos eleitorais profissionais, contratar o pessoal de apoio, para bandeiraços, caminhadas e distribuição de panfletos e santinhos, bem como para comprar votos com sacos de cimento, tijolos, telhas de amianto, cestas básicas e pagamento de contas de luz e receitas médicas.
 
Diante disso, os candidatos serão obrigados a gastar sola de sapato, para ir ao encontro do eleitor, e gastar muito mais saliva, para tentar convencer o revoltado eleitor a acreditar em suas propostas, que não podem ser apenas promessas, e fazê-lo desistir de anular o voto ou de se abster de votar, como se ouve pessoas afirmando aos quatro cantos da cidade. A tarefa não é nada fácil, até mesmo pelo fato de que, a partir de agora, o período de campanha eleitoral encurtou praticamente 50%.
 
Não posso reprovar, diante do mar de corrupção que se tornou a política brasileira, a quem está determinado a não comparecer às urnas ou, comparecendo, decidido a anular o voto ou em branco votar. Mas, não será tal gesto que mudará o País.
 
A necessária mudança, utilizando-se os caminhos democráticos, só ocorrerá através do voto e, isso, analisando os candidatos que se apresentarem para a disputa eleitoral com avaliação criteriosa, escolhendo entre as pessoas honestas, e somente entre as honestas, as mais capazes de desenvolver as atribuições do cargo pretendido.
 
A omissão, gesto dos covardes, irresponsáveis e inconsequentes, só contribuirá para beneficiar aos corruptos, que aumentarão as chances de se elegerem, mediante à compra dos votos dos eleitores corrompidos que se vendem.
 
A resposta do cidadão de bem à rapina praticada pela maioria desonesta da classe política é o voto útil e consciente, concedido não em troca de favores, mas baseadas em propostas e projetos sérios, bem definidos e voltados a promover benefícios não apenas a um, mas que contemplem a todos.
 
Do contrário, se fugirmos de nossa responsabilidade e abdicarmos do direito de escolha, os mais elevados poderes desta nação continuarão sendo exercidos por corruptos e canalhas - usem eles calças ou calcinhas - e o cidadão de bem permanecerá, Ad eternum, pagando muitíssimo caro para ser roubado.


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