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Colunista - Edilson
Triste enredo
Data publicação 09/05/2016
O cronista, escritor, radialista e compositor Sérgio Porto, mais conhecido por “Stanislaw Ponte Preta”, dono de um apimentado senso crítico, certamente teria ficado muito feliz de viver nos dias atuais, devido ao excesso de fartura em motivos para “destilar o seu veneno”, tamanho os absurdos que ocorrem em nosso País.
Uma de suas obras mais lembradas, o “Samba do Crioulo Doido”, música onde faz uma verdadeira salada de frutas com a História do Brasil, hoje, não faria tanto impacto diante do atual momento vivido pelo Brasil.
 
Afinal de contas, dois dos três pilares do poder da República estão totalmente apodrecidos, enquanto o outro poder também não está aquela maravilha, com alguns membros da Suprema Corte cometendo falhas em seus pronunciamentos e, até, decisões reprováveis.
 
O Poder Executivo que, pelo menos até o dia 11, tem o comando de Dilma Rousseff, está sendo revelado como palco dos maiores desvios de recursos da história desse país, motivo pelo qual a esmagadora maioria do povo brasileiro pede seu afastamento definitivo do poder.
 
A cada dia as investigações movidas pela Justiça Federal revelam o quanto o “câncer da corrupção” já se alastrou por todos os órgãos do Governo Federal, atingindo ministérios, instituições financeiras, como é o caso do BNDES, fundos de pensão e estatais, como ocorreu com a Petrobras e a Eletrobrás, em uma trama com tamanho ardil, tão bem engendrada, com um enredo que, provavelmente, nenhum escritor de ficção seria capaz de imaginar.
 
Para piorar, a instituição a quem cabe o direito legal de afastar o governo corrupto do poder, no caso as duas casas parlamentares que se fundem no Congresso Nacional, estão permeadas de participantes em toda essa rapina.
 
Sobram denúncias de corrupção, abuso e desmandos, para Eduardo Cunha, finalmente deposto da presidência da Câmara e que se assim não fosse poderia vir a exercer a Presidência do Brasil, assim como acontece com o presidente do Senado e do Congresso, Renan Calheiros que, se destituído do cargo não for, também poderá sentar-se na cadeira presidencial.
 
Outros denunciados povoam e até mesmo presidem as comissões de Constituição e Justiça e os Conselhos de Ética das duas casas parlamentares, como se as chaves de um presídio onde estivessem os piores criminosos fossem entregues a membros das quadrilhas.
 
Chega a ser estapafúrdio ver criminosos, que desviaram dinheiro que deveria ser investido em hospitais, medicamentos, cirurgias, educação, programas sociais, projetos de geração de emprego, segurança pública e infraestrutura básica, com o poder de julgar outros criminosos e de decidir o futuro deste país, que ainda só não faliu porque, de fato, ele é mesmo um gigante.
 
É por demais ofensivo saber que na mudança do governo, quem estará assumindo o poder também está passando pelo crivo das investigações. E tal situação leva muitos a duvidar de que existam honestos em toda esta trama, a qual, além de nos humilhar, nos desanimar e nos fazer perder a esperança na Justiça, já matou muita gente inocente e, infelizmente, por muito tempo, ainda continuará matando.


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