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Colunista - Edilson
Poder iníquo
Data publicação 11/04/2016
A Justiça representa para o cidadão a última alternativa para que lhe sejam reparados danos causados por outrem ou restituído aquilo que, porventura, lhe tenha sido tomado e, entre os poderes constitucionais do sistema democrático, no curso da história, tornou-se o que detém maior confiança da sociedade, como uma das instituições mais respeitadas pela população.
 
Nesse momento, quando o Brasil atravessa o pior momento de sua história, chafurdando em um emaranhado de crises, que vai da crise econômica e passa pela crise política, institucional e moral, atingindo a todos os setores da sociedade, colocando em completa suspeição os poderes Legislativo e Executivo, é dado ao Poder Judiciário a oportunidade de resgatar, junto ao povo deste Brasil, a confiança na ordem e na decência, assim como a esperança de esta terra se tornar, finalmente, uma nação justa, onde as leis sejam as mesmas para todos e a Justiça esteja pronta a punir ao autor de crimes, independente de quem ele seja ou do poder, dinheiro e influência que possua.
 
Cabe aos juízes, desembargadores e ministros dos tribunais superiores e da corte suprema não permitir que o futuro deste gigante chamado Brasil continue sendo alvo da insaciável ganância dos mentirosos, desonestos e corruptos que se apossaram do poder mediante engodo, engano e mentiras, e se locupletam, em velocidade vertiginosa, dividindo entre os membros da quadrilha o dinheiro extraído do bolso do cidadão de bem, através de impostos, taxas e tributos, impedindo que ele seja investido em Saúde, Educação, Habitação, Infraestrutura e programas voltados a produzir oportunidades de emprego e geração de renda.
 
Para isso, é fundamental que a Justiça deixe de ser tão lenta, tão cega e seja verdadeiramente justa, punindo exemplarmente a todos aqueles que, beneficiando-se das prerrogativas disponibilizadas pelos cargos ocupados ou pelos acordos estabelecidos com os ocupantes do poder, subtraíram para si ou para os seus, recursos que originariamente deveriam ser destinados a satisfazer aos interesses e necessidades da população.
 
Teimo em querer acreditar que os ministros do Supremo Tribunal Federal não permitirão tornar por demais demorada a aplicação da justiça, para evitar se alongar por demais o sofrimento de toda uma nação, há muito convivendo com o terror produzido pela generalizada crise. Também espero que eles não se deixem influenciar por simpatia, antipatia ou qualquer outra forma de influência em suas decisões, nem tampouco usem sentenças e votos como se fossem moeda de troca por favores recebidos ou prometidos.
 
Os membros da Corte Suprema precisam estar conscientizados de que a decisão daquela Casa é a última oportunidade pacífica de se fazer justiça aos trabalhadores, empresários e prestadores de serviço que, com seu esforço, talento e trabalho, no curso da história, têm procurado fazer desta uma grande, próspera e rica nação.
 
Precisam compreender que, se eles falharem, perdoando e, assim, avalizando o estado de extrema corrupção que assola o Brasil e contribui para a morte de centenas de pessoas por falta de atendimento médico, o ordeiro povo brasileiro se sentirá enganado, injustiçado e, acuado, poderá se transformar em um verdadeiro monstro.


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