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Colunista - Edilson
Patrão
Data publicação 14/12/2015
Sabe qual o único setor em nosso país onde o patrão não tem o poder de demitir seus empregados caso eles venham a demonstrar incompetência para o trabalho ao qual se dispuseram a fazer, caso eles tenham sido flagrados destruindo o patrimônio da empresa ou caso tenham sido descobertos roubando recursos da empresa?... Se você respondeu a “Política”, você está absolutamente certo! 
Isso não acontece em vários outros países que, como o Brasil, são regidos pelo sistema democrático. Mas, aqui, no “País das Maracutaias”, onde temos um sistema de governança falido e corrompido, se o político tiver influência nos altos escalões do poder, ele terá direito à impunidade perpétua.
 
Apesar de todo esse árduo, longo e intenso debate sobre o pretenso processo de impeachment de Dilma Rousseff, minha conclusão é que, mesmo que ela caia, o que acho que deveria acontecer, não significará o fim da corrupção neste Brasil.
 
Se ela cair, e torço para cair, ascenderá ao seu cargo outra pessoa cujo grupo, com menos, mesma ou maior intensidade, implantará novas modalidades e mecanismos para o benefício coletivo ou individual para o enriquecimento às custas do dinheiro público.
 
Afinal, não foram Lula e Dilma os inventores da corrupção. A prática de transformar os cofres públicos em extensão do próprio bolso, conforme fazem aqueles que ocupam o poder sempre existiu neste Brasil, desde quando ainda era Terra de Santa Cruz e a partir de então, na medida em que fomos colonizados pela escória de Portugal, se tornou parte de nossa cultura.
 
O problema no Brasil é o sistema de governo que impede ao povo, a quem cabe a responsabilidade de custear todo o sistema, destituir do poder o vereador, o prefeito, o governador, o deputado, o senador e o presidente quando estes se mostrarem incompetentes para o cargo ou corruptos, ou os dois, como se vê agora no staff desta senhora que enxerga um cachorro quando vê uma criança.
Neste sistema, cujo alicerce foi podre, no curso dos anos, que se tornou cada vez mais injusto ao cidadão, fazendo de seu financiador, de seu patrão, um escravo de leis suficientes para possibilitar a facilitação da pilhagem do dinheiro público e fazer perpetuar o poder nas mãos do desonesto e do incapaz, roubando da nação o direito a um futuro melhor para todos. 
 
A oportunidade apresentada ao povo brasileiro, neste emaranhado de troca de acusações onde não existem inocentes, deveria acordar o “gigante”, que há séculos encontra-se deitado em esplêndido berço, e fazê-lo propor as mudanças profundas suficientes a tornar esse amontoado de gente sofrida em uma grandiosa nação.
 
As facilitações propostas por este sistema falho, arcaico, ultrapassado e apodrecido, na melhor das hipóteses, apenas permitirão ao povo deste país efetuar a troca do péssimo pelo ruim ou, quando muito, pelo menos pior.
 
Com isso, se sucederão no poder os Genoínos, os Dirceus, os Delúbios, os Vaccaris, os Delcídios, os Sarneys, os Renans, os Cunhas, os Azeredos, os Lulas... E os patrões continuarão sendo roubados pelos seus empregados.


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