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Colunista - Edilson
Baralho
Data publicação 23/11/2015
Há pouco mais de 10 meses para a eleição que decidirá quem governará  o município de Caratinga de 1º de janeiro de 2017 a 31 de dezembro de 2020, tudo segue inerte no cenário político local, não apenas na falta de definição dos reais candidatos, mas, principalmente, pela falta de projetos e propostas de governo.
 
As cartas já abertas sobre a mesa mostram figuras desgastadas, seja pelo estilo antiquado de se fazer política e governar ou pelos escândalos e processos que marcaram suas passagens pela chefia do Executivo.
 
Mesmo Ernani, tido como bom gerente e honesto, desde que deixou a prefeitura, em 2008, tem se visto envolvido pelas muitas ações judiciais às quais responde e que já lhe renderam algumas derrotas nos tribunais, causando-lhe enorme desgaste junto ao eleitorado, do qual sempre está distante.
 
João Bosco, por sua vez, além da reconhecida incompetência em administrar, tem a simples menção de seu nome atrelada às lembranças, sempre muito vivas, das incontáveis denúncias de corrupção e escândalos que caracterizaram seu governo e lhe renderam vários processos e bloqueio de bens, fatos que o classificaram como o pior prefeito da história de Caratinga, até então.
Já o atual alcaide, além de encabeçar o “governo de obras inacabadas” e de demonstrar de forma inequívoca sua total inabilidade em gerenciar, convive com uma quase falência das contas públicas e os vários escândalos, cujas tintas ainda estão borrando.
 
O governo de Marco Antônio, prometido ser de mãos limpas, vem se moldando às denúncias de superfaturamentos e mais superfaturamentos, como nos casos dos remédios, das peças e baterias automotivas, atingindo até a simples compra de açúcar, dando a impressão existir uma firme intenção de roubar o título de “o pior”, ainda em poder de João Bosco. Aliás, os dois, Bosco e Junqueira, são réus em ação criminal acusados de fraude de documentação da qual foram parceiros.
 
Talvez aí esteja a justificativa do atual prefeito pelo fato dele, até agora, não ter apresentado os resultados da tão propagada e prometida auditoria que ele anunciou que faria nas contas de seu antecessor, logo nas primeiras semanas de seu mandato.
 
É bom lembrar que concluir sindicâncias, inquéritos, auditorias e processos administrativos internos não é do feitio do atual alcaide, como provam as investigações de “prováveis erros” no envio de cópias diferentes do processo de licitação do Lixo para a Câmara e para o Ministério Público, assim como as sindicâncias no superfaturamento das baterias, ou da compra dos remédios.
 
Talvez seja a falta de capacidade administrativa o motivo para que o Município se encontre, hoje, jogado às traças, endividado, sem credibilidade junto aos fornecedores, cansados com os constantes e prolongados atrasos nos pagamentos dos serviços prestados.
 
Desgaste que atinge, ainda de forma mais contundente, aos eleitores, saudosos de um prefeito que, quando candidato, foi até eles pedir-lhes o voto e prometer, ou melhor, se comprometer a implantar em Caratinga um governo sério, moderno, transparente, e nunca mais voltou a explicar-lhes porque tudo isso, até hoje, ainda não aconteceu.


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