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Colunista - Edilson
Comitê?
Data publicação 09/11/2015
Em decisão tardia, na quinta-feira, 05, o prefeito Marco Antônio deu posse aos membros do Comitê de Emergência e Gestão da Crise Hídrica, formado por representantes do governo e entidades de diversos setores da sociedade, com a função de encontrar soluções para o problema da enorme redução na vazão do córrego do Lage, de onde a Copasa capta água para o abastecimento dos domicílios da cidade, situação para a qual, há mais de dois anos, nós já vínhamos alertando.
 
O Comitê vem se juntar a vários outros órgãos existentes em Caratinga, voltados para o mesmo fim, como são os casos da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, a Coordenadoria de Defesa Civil, a Secretaria de Defesa Social e o Conselho Municipal de Defesa e Desenvolvimento do Meio Ambiente (Condema), deixando claro não haver necessidade da criação de mais um órgão.
A decisão de Marco Antônio tem levado muitas pessoas, entre elas eu, a acreditar que tudo não vai além de uma “jogada de marketing”, tendo por objetivo transmitir à opinião pública a imagem de um prefeito atuante, atento aos problemas da comunidade e preocupado com o bem estar da população.
 
Pena o atento alcaide não ter se mostrado humilde o suficiente para dar atenção às várias reportagens feitas pelo jornal A Semana e, de um ano para cá, também pela TV A Semana, levantando a hipótese, hoje uma realidade, de que a degradação do córrego do Lage e de sua bacia, a redução no volume das chuvas ocorrida nos últimos anos e o constante aumento da população, gerando aumento de consumo, poderia resultar no desabastecimento de água da cidade, como ocorre atualmente.
 
O Comitê seria muito bem vindo há dois anos ou, com um pouco de atraso, no final do ano passado. Hoje, quando o País, o Estado e o Município atravessam uma crise financeira jamais vista na história, torna-se muito difícil acreditar que as ações deste conselho irão além de encontros e reuniões sem delas se extrair nada de concreto.
 
Defendendo a “grande importância” do Comitê de Emergência, o prefeito o coloca como parceiro nas importantes decisões que ele e a Copasa precisarão tomar, diante da falta de água para abastecer os domicílios de Caratinga, caso a escassez de chuvas continue ou elas não ocorram de forma constante e volumosa nos próximos meses.
 
Não estariam, prefeito e a Copasa, querendo dividir com os 17 membros titulares do comitê e seus 17 suplentes a responsabilidade dos problemas atuais pela irresponsabilidade deles em não agir no momento preciso? Ou terão esses 34 membros do Comitê a capacidade de convencer a todos os demais moradores de Caratinga que um rodízio que os deixa por até sete, oito dias sem água é uma coisa boa?
 
Bem... A menos que o “prefeito sempre atento” esteja nos reservando uma surpresa e, por um decreto ainda não publicado, ele venha convocar São Pedro a fazer parte deste conselho, ou, por outro decreto, conceda aos membros do Comitê o poder de transformar o córrego do Lage em um Rio Amazonas.


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