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Colunista - Edilson
Alice
Data publicação 19/10/2015
Em uma noite dessas, sonhei que estava vivendo no País das Maravilhas!... Mas, nesse país não havia nenhum Gato Risonho, Chapeleiro Louco, Lebre Maluca e, principalmente, Rainha de Copas. Para ser verdadeiro, há muito tempo, existiu uma Rainha de Copas, mas ela acabou afastada do cargo e de sua arrogância, posto lhe faltarem os requisitos necessários ao exercício do poder.
 
Em meu sonho, o país já estava bem organizado e as leis eram obedecidas por todos. O presidente, os governadores e os prefeitos usavam os recursos advindos dos impostos, por sinal, justos e moderados, com austeridade e equilíbrio, colocando como prioridade os interesses e as necessidades do povo, e não os interesses dos amigos e parceiros.
 
Nesse País das Maravilhas, os pronunciamentos das autoridades eram acompanhados por todos os cidadãos, pois eles sempre traziam boas notícias e, quando as notícias não eram muito boas, eram transmitidas com sinceridade, sem falsas promessas, sem mentiras ou engodos.
 
O relacionamento do governo com as casas legislativas, em todos os seus níveis, era respeitoso, não existindo a “compra de apoio e voto”, através de oferta de ministérios, secretarias, cargos ou de vantagens financeiras.
 
As casas legislativas eram compostas por legítimos representantes do povo, onde as propostas e projetos eram apreciados e votados com critério, sempre tendo como norte os anseios e interesses da população. Nas câmaras e nas assembleias, a oposição só era exercida para impedir atos ou medidas que pudessem colocar em risco o cidadão.
 
Nas cidades, os prefeitos sempre tinham seus gabinetes abertos ao público, recebendo todo e qualquer cidadão, independente de sua condição financeira ou de sua posição social. E os moradores, ao procurarem o prefeito, o faziam para lhe apresentar algum problema de seu bairro ou lhe fazer alguma sugestão que viesse a beneficiar o seu governo. Ninguém o procurava para pedir emprego ou para conseguir alguma vantagem para si ou para os seus.
 
E os vereadores, dignos representantes da população, abriam mão, espontaneamente, de receber os seus salários, destinando o recurso às instituições assistenciais do município, exercendo seu trabalho de forma voluntária, com total determinação e dedicação.
 
Eles não distribuíam, como fizeram seus antecessores, títulos de cidadania e diplomas de mérito, nem tampouco se dedicavam a apresentar propostas de mudança de nomes de ruas. Antes, dedicavam seu tempo a visitar bairros, distritos e comunidades, para conversar com os moradores e saber quais as suas carências, para defendê-las junto ao governo.
 
Nas campanhas eleitorais naquele país, os candidatos não enganavam o povo com mentiras e promessas impossíveis de realizar, nem lhes tratava com “tapinhas nas costas”. A disputa entre adversários políticos era leal, feita no debate de ideias e propostas, não sendo decidida pelo poder financeiro ou pela maior capacidade de enganar.
 
Afinal de contas, no País das Maravilhas, o cidadão era bem esclarecido quanto aos seus direitos e deveres, não usando de “jeitinhos” para burlar as normas. Também não aceitava vender seu voto, ciente de que ele era o mais poderoso e eficiente instrumento para se promoverem as grandes mudanças na Nação. 


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