tv semana grupo semana
     

PUBLICIDADE

Colunista - Edilson
Nuvens
Data publicação 21/06/2015
Escudados na ignorância política da esmagadora maioria da população, muitos vereadores, senão todos, têm por hábito basear suas campanhas eleitorais nas promessas de construção de pontes, casas populares, unidades de saúde, escolas e praças, asfaltamento de ruas e estradas, e ofertas de emprego, embora não tenham competência legal para isso, atribuições exclusivas dos prefeitos.
 
Os empregos, bem que os vereadores conseguem, através de troca de favores com os prefeitos, em uma prática imoral, na qual vendem a representatividade que lhes foi conferida pelos iludidos eleitores, na busca de benefícios para si ou para os seus.
 
E, enquanto se distraem distribuindo títulos honoríficos ou batizando ruas e praças com os nomes de parentes de seus cabos eleitorais, se esquecem de cumprir justamente a mais importante das atribuições exigidas no exercício do cargo, que é a fiscalização dos atos do Poder Executivo, no caso, do alcaide.
 
Neste estado de desonestidade... O quê?... Desonestidade, sim!... Afinal de contas, assim como o trabalhador que deixa de fazer suas obrigações, mesmo recebendo o seu salário, é desonesto, o vereador que recebe um alto salário, como ocorre em Caratinga, e não cumpre a sua obrigação de legislar em defesa dos interesses da população e fiscalizar o trabalho do prefeito, é desonesto, porque rouba do povo ao qual jurou servir.
 
Não bastasse aos atuais vereadores de Caratinga ficar usando o cargo para obter vantagens para parentes, amigos e apoiadores, e enganar o povo com reuniões cheias de discursos vãos, distribuição de títulos e diplomas, e apresentação de propostas que eles mesmos sabem ser inócuas, ainda engolem elefantes, como está para acontecer com as contas do último prefeito, que certamente aprovarão.
 
Na análise dos gastos públicos praticados por um governo caracterizado por escândalos, denúncias de desvio de recursos, superfaturamentos, ações judiciais e fortíssimos indícios de corrupção, como foi o do Sr. João Bosco, agem os vereadores com omissão e conivência próprias de pessoas desprovidas de caráter e moral, despidas de civismo e honestidade, como se recebessem algo por isso, como se os interesses da população não tivessem a menor importância e como se a rapina aos cofres públicos fosse algo natural e aceitável.
 
Antes da verborragia inútil, praticada da tribuna do Legislativo Municipal, repleta de gravíssimas agressões ao nosso idioma, com a qual ocupam o tempo e cansam a paciência das pessoas que corajosamente comparecem às reuniões, nossos edis deveriam se preocupar em verificar se as suspeitas e denúncias de irregularidades praticadas neste e em outros governos são de fato verdadeiras e, comprovadas, usarem os meios permitidos por lei para impedir, sanear ou ressarcir os danos cometidos ao erário.
 
Faço ressalvas ao vereador Roberto Carlos de Almeida, o Betinho, e ao presidente da Câmara, Sérgio Condé que, a princípio, se mostram interessados em se fazer uma melhor análise das contas do ex-prefeito, querendo acreditar que, desta vez, a coisa é séria e, se existirem falhas, elas não passarão em brancas nuvens.


Mudar de colunista:

FALE CONOSCO
grupoasemana@gmail.com
333322-1212
RUA JOAO DA SILVA ARAUJO, Nº 8 - SL304
CENTRO | CARATINGA-MG


Copyright JORNAL A SEMANA - © 2018 - Todos os direitos reservados.