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Colunista - Edilson
Correto?
Data publicação 04/05/2015
As pessoas sempre foram adeptas ao “modismo”, como aconteceu nas décadas 60 e 70, com o uso de cabelos compridos ao estilo Beatles e costeletas ao estilo Elvis Presley, calças boca-de-sino e Saint- Tropez, o surgimento da minissaia... E, mais recentemente, com o aplicativo WhatsApp que, pela alienação produzida nas pessoas, costumo chamar de “instrumento de idiotização”. Mas, como cada pessoa tem pleno direito de se idiotizar à vontade, prefiro deixar o “zap-zap” pra lá e voltar a atenção para a onda de comportamento denominada “politicamente correto”, que considero totalmente incorreta.
 
Na verdade, a postura “politicamente correta” nada mais é do que tornar virtude o maléfico defeito da hipocrisia. Fato que, em minha humilde opinião, desconstrói a importância da verdade e justifica o uso da mentira e do sofisma, transformando o relacionamento interpessoal em uma troca de blefes, onde nunca podemos acreditar no que ouvimos, assim como fazem os demais quando falamos.
 
Desta forma, torna-se “politicamente correto” chamar de linda à mulher feia ou de esbelta à mulher gorda, assim como elogiar a inteligência do tolo ou enaltecer a sabedoria do néscio.
 
A devoção ao “politicamente correto” gera tentativas de “dourar a pílula”, batizando substantivos que possam parecer ofensivos, dando pompa às palavras que não possuem o poder de mudar a realidade.
 
Daí, o aleijado e o deficiente tornam-se “portadores de necessidades especiais”, embora continuem com suas carências. O negro passa a ser “afrodescendente”, apesar da expressão “politicamente correta” não clarear a cor de sua pele, que mantém o mesmo tom de quando os amigos o chamavam de “negão”.
 
Da mesma forma que o antigo “veado”, termo atualmente considerado depreciativo e preconceituoso, foi traduzido “politicamente correto” para o termo inglês “gay”, cujo significado literal é “alegre e jovial”, a princípio usado pelos britânicos também de forma depreciativa e preconceituosa. No entanto, a palavra é aceita entre os homossexuais brasileiros com tanto orgulho que o afirmam em grandes eventos e paradas.
 
Esta dissimulada e disseminada hipocrisia chamada “politicamente correta” não passa de uma frustrada tentativa de se varrer a verdade nua e crua para debaixo do tapete de uma sociedade desprovida de honestidade, que se com os lábios passou a adotar posturas e a usar termos aparentemente menos ofensivos, continua nutrindo em seu íntimo o mesmo preconceito e a mesma discriminação de sempre, incapaz de assumir aquilo que verdadeiramente pensa, pois ela continua a classificar as pessoas pela cor de sua pele, pelas suas incapacidades de locomoção ou por sua preferência sexual, colocando-as em prateleiras inferiores, apenas trocando-lhes os rótulos.
 
Eu quero que essa sociedade mesquinha vá pra mer... Na verdade, eu desejo que esta sociedade desprovida de magnanimidade se direcione ao excremento!... Bem, acho que agora eu fui “politicamente correto”!


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