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Colunista - Edilson
Intocáveis
Data publicação 20/08/2017

Os políticos brasileiros, com raríssimas exceções, confundem a sua real posição em nossa sociedade e já foi dito que muitos deles pensam que são Deus.

Assim sendo, independente do cargo que ocupem, adoram ser elogiados, jamais recusando ocasião para se evidenciarem, adorando posar para fotos e não resistindo sequer a “meio convite” para fazer uso da palavra, trazendo sempre no bolso do paletó o seu “discurso de improviso”.

Se por um lado, deleitam-se com os elogios, ainda que mentirosos, por outro lado têm surtos de cólera em todas as vezes que são alvos de críticas, independente de serem justas ou não.

Uma verdade para a qual os políticos e, infelizmente, os cidadãos ainda não se conscientizaram é que eles, sejam vereadores, prefeitos, deputados, senadores, governadores ou presidente da República, não passam de “empregados do povo”, afinal o dinheiro que paga os salários, as mordomias e todas as despesas geradas pelos ocupantes desses cargos vêm do meu, do seu, do nosso bolso.

Assim como a dona de casa tem o direito de cobrar da faxineira um serviço de qualidade, posto estar sendo paga por isso, e criticá-la quando a faxina não é executada da forma acordada, nós, cidadãos, temos todo o direito de criticar aos políticos e deles cobrar uma atuação correta, honesta e digna. Afinal, os estamos pagando muitíssimo bem para nos servir, como patrões deles que somos.

Porém, devido à distorção do entendimento quanto à posição do ocupante de cargo eletivo neste “País das Maracutaias”, eles se consideram intocáveis e as críticas pelo desserviço que têm praticado, soam ao ouvidos deles como as maiores e injustas blasfêmias.

A princípio, os políticos amam a Imprensa, na medida em que ela propaga suas imagens e suas declarações, geralmente mentirosas. No entanto, eles se revoltam totalmente quando esta mesma Imprensa tece críticas ou cobra deles o trabalho não realizado.

Vimos isso acontecer, no início deste mês, aqui, em nossa querida Caratinga, quando alguns vereadores, usaram a tribuna da Casa Legislativa, também chamada “Casa do Povo”, para destilar veneno contra este semanário, sua equipe e sua direção, como se não houvesse coisa mais importante a fazer no exercício do cargo a não ser retaliar justas críticas recebidas.

Lamentável foi assistir tal procedimento, embebido no ácido do ódio, partir de vereadores que se elegeram empunhando a bandeira do Cristianismo. O ódio, venha de quem vier, não se justifica, mas se torna ainda mais reprovável vê-lo fluir de quem se rotula “cristão” e exerce liderança na facção religiosa à qual pertence.

Triste é notar que desconhecem ou não praticam o ensinamento transmitido por Cristo, ao qual tanto declaram seguir e obedecer, quando o Ele orientou a, diante de uma ofensa, oferecer a outra face ao agressor.

Sem deles exigir tamanha compreensão, informo a tais edis, assim como a todos os ocupantes de cargos públicos, eletivos ou nomeados, que a “crítica”, tão temidas pelos incompetentes, antes de uma agressão é um instrumento e, até mesmo, uma obrigação de quem teima em fazer jornalismo isento, sendo usada para mostrar os erros cometidos contra o cidadão e indicar o procedimento correto.

Vale lembrar, ainda, que a manutenção dos políticos tem se tornado um fardo cada vez mais pesado para uma população à qual são negados os mais básicos serviços.

Lembro, ainda, aos “intocáveis” que partiu deles a vontade de disputar o cargo que ocupam e para o qual são regiamente pagos. Assim, se não estão preparados para as críticas, façam por não mais merecê-las mais ou tenham a hombridade de renunciarem ao cargo, confessando a falta de capacidade em exercê-lo.


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