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Colunista - Edilson

Data publicação 11/12/2017
O fanatismo, seja pelo que for, com menor ou maior intensidade, sempre é algo negativo, prejudicial, nocivo!
 
O fanatismo tem o poder de cegar as pessoas, de tirar-lhes a capacidade de um raciocínio lógico, de uma avaliação isenta, haja vista suas análises terem pautadas pela paixão, quase sempre doentia e, por isso, desequilibrada.
 
Na religião, onde sobram exemplos, o fanatismo produz grandes e graves distorções dos ensinamentos bíblicos, levando ao engano, à idolatria, à aceitação e disseminação das mais absurdas heresias. Ao ponto de se dizer que a Bíblia é a mãe de todas as heresias.
 
Assim, na política partidária, não poderia ser diferente, fazendo com que o fanático não encontre falhas no partido ou no candidato que apoia. Tal prática gerou o famoso pensamento, muito usado na política mineira, pelo qual, “candidato amigo não tem defeito, já o candidato inimigo, se não tiver defeito, nós colocamos”.
 
Embora esse pensamento pareça inaceitável, analisado com a razão, ele foi e continua sendo praticado em nosso país e, a história mostra o quanto de prejuízos tal procedimento gerou em nosso país e em nossas cidades.
 
Os mais antigos, sem a necessidade de folhear os livros de história, se lembram do período em que o eleitorado brasileiro era dividido entre a UDN e o PSD e quem fosse de um lado era ferrenho inimigo de quem fosse do outro lado. Quem era da UDN, votaria em qualquer pilantra indicado pelo partido, mas jamais votaria no candidato do PSD mesmo sendo ele honesto e o mais capacitado.
 
E esse fanatismo exacerbado acabou contribuindo para que Caratinga e região deixassem de receber inúmeros benefícios, que acabaram levados para outras cidades e regiões, impedindo, frustrando e retardando o desenvolvimento econômico regional.
 
Infelizmente, a doentia irracionalidade desse proceder não se tornou uma coisa do passado. Ela continua acontecendo na atualidade e, em muitos casos, com intensidade maior do que foi outrora.
 
As investigações relativas à Operação Lava Jato e aos outros escândalos, que têm produzido tantos males à população do nosso país, inclusive provocando incontáveis mortes, estão descortinando aos olhos do povo a verdadeira face das mais destacadas figuras da política brasileira, dando ao eleitor a oportunidade de não mais ser enganado por tais ratazanas.
Mas, apesar disso, embriagados pelo fanatismo político, milhões de brasileiros, inclusive pessoas sérias, cultas e honestas, cerram seus olhos para a verdade, buscando justificar o injustificável para defender os desonestos aos quais idolatra.
 
Votar em quem no futuro virá a se revelar um corrupto não desmerece ninguém, pois o enganado não erra. Peca quem praticou o engano. Porém, uma vez revelado o ladrão, idiota será quem nele voltar a confiar. Errar é humano, mas permanecer no erro é burrice, reza o antigo adágio popular.
 
Partindo desta premissa, os destinos da Nação e das futuras gerações não podem, em sã consciência, ser confiados às mãos de pessoas comprovadamente desonestas e, nem mesmo, a pessoas sobre as quais pairem suspeitas, indícios e denúncias de corrupção.
 
Em um momento tão sério e grave como o atual, não podemos nos apegar à fanática paixão por esta ou aquela bandeira partidária, pois, em todas as agremiações têm sido encontrados envolvidos nesse gigantesco esquema de corrupção que levou o Brasil à lama e roubou a confiança do povo em todas as instituições e apodreceu, ainda mais, os poderes constituídos.
 
A hora é de mudança!... Mudança de pessoas, mudança de sistema e, principalmente, mudança de procedimento do eleitor, que tem na ponta de seus dedos o poder de promover tão desejadas e profundas mudanças.
 
A menos que você não esteja, de fato, determinado a mudar, preferindo continuar alimentando o seu “corrupto de estimação”!


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